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Vol. 38. Issue S1.
Pages 54 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 54 (October 2018)
P191
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.114
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TUBERCULOSE PERIANAL ‐ RELATO DE CASO E REVISÃO LITERATURA
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Cristiane de Souza Bechara, Marcelo Salomão Bechara, Debora Faria Nascimento, Louise Gracielle de Melo e Costa, Maria Augusta Marques Sampaio de Souza, Lorena Nagme de Oliveira Pinto, Karine Andrade Oliveira Zanini
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
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Introdução: A tuberculose se firmou como um problema de saúde pública mundial há vários anos, e ainda hoje sua incidência alcança índices que não podem ser ignorados, principalmente entre as populações imunossuprimidas Apesar de ser mais comum em tecidos pulmonares, o bacilo de Koch pode infectar qualquer tecido. A tuberculose extrapulmonar é responsável por 15% dos casos de tuberculose, sendo a manifestação gastrointestinal representada por aproximadamente 1% desse total. Estando no trato gastrointestinal, o bacilo pode infectá‐lo em qualquer parte, inclusive na região perianal, apesar de esta localização ser pouco frequente. O presente pôster vem apresentar o relato de caso de um paciente sem evidências previas de infecção ativa pelo bacilo de Koch, sem imunossupressão, que ainda assim apresentou quadro de tuberculose perianal, algo extremamente raro.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 49 anos, apresenta queixa de dor em queimação na região anal com piora ao evacuar e febre vespertina e noturna ocasionalmente. Refere ainda alteração de hábitos intestinais e perda ponderal de 5 Kg em 5 meses. Ao exame proctológico, apresentava lesão ulcerada, extensa, circunferencial, acometendo toda a região perianal, e coberta por tecido de granulação e fibrina espessa. Foi aventada hipótese diagnóstica de neoplasia maligna do ânus e a lesão foi biopsiada. A histopatologia e imuno‐histoquímica foram sugestivas de infecção por bacilo de Koch. As doenças sexualmente transmissíveis foram pesquisadas e descartadas. Paciente vem evoluindo com resposta satisfatória ao tratamento medicamentoso para tuberculose, sem recidivas até o momento.

Discussão: A raridade das manifestações extrapulmonares de tuberculose e a falta de reconhecimento das lesões que cursam com elas fazem com que seu diagnóstico seja tardio, retardando o tratamento específico para a doença. Tuberculose perianal pode se manifestar nas formas ulcerativa, verrucosa, lupóide e miliar, sendo a primeira a forma mais comum, apresentando‐se como lesão ulcerada, com bordas bem definidas, com descargas mucopurulentas. Tão logo seja feito o diagnóstico, o tratamento específico para tuberculose deve ser instituído, com boas taxas de cura.

Conclusão: Apesar de raro, a tuberculose perianal deve ser considerada como diagnóstico diferencial de outras causas mais prevalentes como neoplasias, infecções fúngicas, doenças inflamatórias e doenças sexualmente transmissíveis.

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Journal of Coloproctology

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