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Vol. 39. Issue S1.
Pages 18 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 18 (November 2019)
290
DOI: 10.1016/j.jcol.2019.11.033
Open Access
Tumor carcinoide de reto: incidentaloma que exige perspicácia para diagnóstico
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago, A.K.B. Ferreira
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Os tumores carcinoides de reto são um subtipo raro de tumores neuroendócrinos com incidência de 0,86 por 100.000 habitantes e correspondem de 1%‐2% de todos os tumores de reto. Cerca de 50% dos pacientes são assintomáticos, sendo diagnosticados incidentalmente durante realização de colonoscopia por outras causas. Apresenta‐se como lesão polipoide, séssil, endurecida com crescimento lento o que dificulta o diagnóstico. Trata‐se de uma apresentação de neoplasia rara, na maioria das vezes incidentaloma, que quando realizados diagnóstico e ressecção precoces apresenta bom prognóstico.

Descrição do caso: Paciente, 43 anos, sexo feminino, com história de hábito intestinal constipado, associado a dor e sangramento à evacuações há 3 meses, sem outras queixas. Sobre seu histórico social e hábitos de vida, negou sedentarismo, negou tabagismo e etilismo e nunca fez uso de drogas ilícitas. Ao exame físico, toque retal evidenciando presença de nódulo pediculado de 0,5cm em região retal posterior. Colonoscopia mostrou presença de nódulo pediculado, realizado polipectomia endoscópica. Material foi enviado para análise patológica e imuno‐histoquímica foi positiva para citoceratinas, sinaptofisina e cromogranina A, confirmando tumor neuroendócrino bem diferenciado.

Discussão e Conclusão(ões): A faixa etária média de diagnóstico é entre 5° e 6° décadas de vida, não havendo prevalência significativa por sexo ou raça e nem relação com hereditariedade. Metade dos casos são diagnosticados através de achados em colonoscopia ou sigmoidoscopias realizadas para investigação de queixas inespecíficas, no entanto, devido ao aspecto podem ser confundidos com pólipos hiperplásicos atrasando diagnóstico e tratamento forma a comprometer o prognóstico. A sobrevida em 5 anos é de 81% a 92% nos doentes sem doença metastática, de 44% a 47% naqueles com comprometimento linfonodal e de 7% a 18% nos doentes com metástase à distância.

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Journal of Coloproctology

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