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Vol. 39. Issue S1.
Pages 9-10 (November 2019)
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Tumor de células granulares em paciente com retocolite ulcerativa
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M.V. Furlanetto, G.F. Furlan, R.B. Sampietro, E. Endo, A.H.B.G. Vieira, R. Valarini, H.L. Invitti, A.S. Brenner
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): No presente trabalho relatamos um caso raro de tumor de células granulares (TCG) em mucosa colorretal.

Descrição do caso: Paciente masculino, 47 anos, etnia asiática, admitido em serviço de coloproctologia na cidade de Curitiba‐PR para seguimento de retocolite ulcerativa (RCU). Diagnóstico da RCU há 10 anos, em uso de mesalazina 5g/d (via oral e retal). Na admissão o paciente tinha queixa de dor abdominal e até 5 episódios por dia de diarreia com muco e sangue. Previamente intolerante à lactose. Nega cirurgias prévias ou tabagismo. Nesse momento foi iniciado azatioprina (2,5mg/kg/dia). O paciente apresentou leucopenia após início da tiopurina com necessidade de redução da dose e posterior suspensão. Colonoscopia mostrou retite leve (escore de Mayo 1) e lesão elevada, 10mm de diâmetro, com ulceração central em reto a 10cm da margem anal. Realizada mucosectomia da lesão. Estudo anatomopatológico mostrou infiltrado celular atípico focal em mucosa colorretal e imuno‐histoquímica confirmou tumor de células granulares em mucosa colorretal com expressão de proteína S‐100, KI‐67 e CD68. Atualmente, o paciente encontra‐se em remissão da RCU com uso mesalazina (4g/dia) e sem recidiva do tumor em exame de controle.

Discussão e Conclusão(ões): O tumor de células granulares é uma neoplasia de origem mesenquimal e derivado de células de Schwann. Cerca de 10% dos tumores são do trato gastrointestinal. Na maioria dos casos o tumor é assintomático. Acomete mais mulheres. Embora incomum, foi relatada malignidade em 1% a 2% dos casos. Tumores maiores que 3 ou 4cm, crescimento rápido e ulceração levam a suspeita de transformação maligna. Alguns autores sugerem que lesões benignas com menos de 2cm e sem acometimento da muscular própria podem ser removidas por mucosectomia. Outros afirmam que podem ser realizadas polipectomia ou mucosectomia em tumores menores que 4cm. Fanburg‐Smith et al. sugerem critérios histológicos para avaliação de risco de malignização. O surgimento de neoplasias em pacientes com doenças inflamatórias intestinais pode ser decorrente a múltiplos fatores como alterações imunológicas, estado crônico inflamatório vigente, terapia com imunossupressores e biológicos e risco populacional geral. O desenvolvimento de TCG associado à doença inflamatória intestinal é extremamente raro. Não encontramos na literatura associação desta neoplasia com RCU. O TCG poderia ser decorrente do potencial neoplásico da doença inflamatória intestinal ou do tratamento imunossupressor, porém não temos estudos suficientes para afirmar tal correlação. Conclusão: Os tumores das células granulares são entidades raras. No geral apresentam curso benigno e a maioria das lesões são passíveis de ressecção endoscópica. O diagnóstico preciso é importante para evitar condutas equivocadas.

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Journal of Coloproctology

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