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Vol. 37. Issue S1.
Pages 137 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 137 (October 2017)
P‐148
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.149
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TUMOR DE BUSCHKE‐LOWENSTEIN
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Paula Mendonça Taglietti, Ranyell Matheus Spencer Sobreira Batista, Samuel Aguiar Junior, Ademar Lopes, Thiago Santoro Bezerra, Paulo Roberto Stevanato Filho, Renata Mayumi Takahashi
A. C. Camargo Câncer Center, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O tumor de Buschke‐Lowestein (condiloma acuminado gigante) é uma doença rara, com um potencial fatal causado pela infecção do papilomavírus humano (HPV), mas comumente os tipos 6 e 11 e ocasionalmente 16 e 18. Pode se apresentar como uma massa perianal com dor, abscesso, fistula e sangramento anal.

Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 39 anos, homossexual com sorologia positiva para vírus da imunodeficiencia adquirida desde 2005, em uso de retrovirais. Primeira consulta em nosso serviço em 2014, relatou uma ressecção local em 2013, o material media 11,2 x 9,7 x 5cm. Avaliação microscópica: alterações morfológicas compatíveis com infecção pelo HPV – displasia leve (NIA I) e processo inflamatório abscedado – quadro que corresponde ao tumor de Buschke‐Lowenstein. Em 2014, resseccão de condiloma anal gigante e confecção de colostomia em alça e em maio de 2015 nova ressecão higiênica. Optou‐se por duas sessões de aplicação intralesional de 5‐ FU. Início de 2016: podofilina tópica. Agosto de 2016: excisão local ampliada – carcinoma epidermoide in situ, associado a múltiplos condilomas com alterações nucleares relacionadas à infecção pelo HPV. Evoluiu sem sinais de recidiva havia oito meses, desde a ressecção alargada de 2016.

Discussão: A incidência do tumor de Buschke‐Lowenstein tem aumentado, associado a estados de imunossupressão, particularmente à Aids. Nesses pacientes costuma ser mais agressivo e com alto índice de recidiva. As causas principais de morbidade nessa doença são invasão local e recorrência (com índices em torno de 60%). Apesar de histologia benigna em muitos casos, ocorrem transformações em carcinoma verrucoso e carcinoma escamoso celular com índice de degeneração, variam entre 30‐56%. Entre as principais opções de tratamento temos a excisão cirúrgica alargada, radioquimioterapia, quimioterapia intralesional ou tópica, terapia com laser de Co2 e terapia fotodinâmica

Conclusão: Excisão local alargada continua a ser a principal terapia para tumor de Buschke‐Lowenstein.

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Journal of Coloproctology

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