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Vol. 38. Issue S1.
Pages 54-55 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 54-55 (October 2018)
P192
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.115
Open Access
TUMOR DE BUSCHKE‐LOWENSTEIN COM EVOLUÇÃO PARA CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS ‐ TRATAMENTO COM PRESERVAÇÃO ESFINCTERIANA: RELATO DE CASO
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André Antonio Abissamraa,b, Thiago Maicon Matos de Oliveira Rodriguesa,b, Matheus Carpenedo Frarea,b, Rossini Fernandes Lyriaa,b, Henrique Victor Ruania,b, Felipe Yuki Obataa,b, Muriely Rottaa,b
a Hospital Regional de Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP, Brasil
b Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente, SP, Brasil
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Introdução: O Tumor de Buschke‐Lowenstein (TBL), conhecido também como Condiloma Acuminado Gigante (CAG), é considerado como uma entidade intermediária entre o Condiloma Acuminado e Carcinoma de Células Escamosas (CEC). A incidência do TBL é de 0,1% na população geral, sendo o risco de malignização entre 30% a 56%. O CAG é uma doença sexualmente transmissível causada pelo Papilomavirus Humano (HPV), principalmente pelos tipos 6 e 11. Clinicamente, apresenta‐se como uma massa exofítica perineal em aspecto de couve‐flor e de crescimento lento, sendo localmente destrutivo. O tratamento de escolha é cirúrgico. Recomenda‐se excisão cirúrgica ampla radical e, para casos de invasão do canal anal e da região perianal, a amputação abdominoperineal.

A taxa de recorrência, após o tratamento, é em torno de 66% e a mortalidade de aproximadamente 20%.

Descrição do caso: Homem, 43 anos, solteiro, com queixa de aparecimento de lesão perianal há cerca de 2 anos. Informa ser diabético; portador do vírus da imunodeficiência humana, em tratamento regular com TARV; usuário de drogas e vida sexual promíscua. Ao exame proctológico; identificada lesão vegetante, verrucosa e coalescente de 15 x 10cm, de coloração rósea com pontos de necrose.

Foi optado, inicialmente, por tratamento cirúrgico, sendo realizada biópsia excisional com preservação esfincetriana.

Discussão: Neste relato de caso, constatamos que o CAG pode evoluir para malignização, conforme relatos da literatura, visto que o padrão histológico da peça cirúrgica foi o CEC. Diante da proximidade do TBL com o esfíncter anal, optamos por opções terapêuticas combinadas, que são bem descritas na literatura. Inicialmente, ressecamos boa parte da lesão, preservando‐se o aparelho esfinteriano, deixando uma “ponte cutâneo‐mucosa” no ânus. Após resultado do anatomopatológico, que evidenciou exérese com margens livres, porém exíguas, fizemos o seguimento do tratamento com substância imunomoduladora tópica e radioterapia.

Após 12 meses de tratamento, o paciente encontra‐se sem recidivas, e mantém acompanhamento trimestral.

Conclusão: A biópsia excisonal permite a identificação precoce de focos de malignização e o tratamento combinado (excisão cirúrgica+radioterapia+imunomodulador) pode permitir bom resultado oncológico e funcional mesmo em casos difíceis.

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Journal of Coloproctology

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