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Vol. 38. Issue S1.
Pages 52 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 52 (October 2018)
P188
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.110
Open Access
TUMOR DE BUSCHKE‐LÖWENSTEIN ‐ RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA
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Cristiane de Souza Bechara, Debora Faria Nascimento, Maria Augusta Marques Sampaio de Souza, Lorena Nagme de Oliveira Pinto, Karine Andrade Oliveira Zanini, Rafael Souza Mota, Louise Gracielle de Melo e Costa
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil
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Introdução: O tumor de Buschke‐Löwenstein é uma entidade clínica representada por um condiloma gigante de localização anugenital. O presente pôster tem como objetivo apresentar um caso clínico de paciente acometido por tumor de Buschke‐Löwenstein e discutir os principais aspectos clínicos, histopatológicos e terapêuticos registrados pela literatura mundial acerca do caso.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 61 anos, com relato de tumoração vegetante em região anal com 10 anos de evolução, confundida e tratada como hemorroidas. Estadiamento com tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética sem sinais de invasão local ou metastática. Biópsia incisional da lesão mostrou hiperplasia epitelialescamosa papilomatosa com alterações citopáticas compatíveis com infecção por HPV. Posteriormente submetido a excisão cirúrgica total em fevereiro de 2018, sem recidiva até o momento.

Discussão: O tumor de Buschke‐Löwenstein uma condição rara, sendo a localização anal ainda menos observada. Clinicamente, é identificado como lesões volumosas, vegetantes, com crescimento exofítico na região genital, anal ou perineal. O tumor é caracterizado por ter padrão de crescimento lento e características histológicas benignas, com baixa incidência de metástases, apesar de apresentar invasão de tecidos e estruturas locais. Sua patogênese e história natural não são bem compreendidas. Alguns autores propuseram que representa um estado intermediário entre o condiloma acuminado e o carcinoma de células escamosas, associada à infecção pelo papiloma vírus humano (HPV), especialmente nas suas variantes 6 e 11. Ainda não foi definido tratamento padrão para esses tipos de tumos, principalmente por tratar‐se de entidade pouco frequente. Pode‐se realizar ressecção cirúrgica ampla da lesão que, apesar de altos índices de recidiva, ainda apresenta melhor resultado do que o tratamento tópico.

Conclusão: Os tumores de Buschke‐Löwenstein são pouco descritos pela literatura, o que dificulta padronização de condutas relativas a eles. Por serem pouco estudados, seu tratamento sem recidivas ainda representa um desafio.

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Journal of Coloproctology

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