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Vol. 38. Issue S1.
Pages 73 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 73 (October 2018)
P23
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.156
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TUMOR DO ESTROMA GASTROINTESTINAL (GIST) RETRORRETAL: RELATO DE CASO
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Phabllo Rodrigo Santos de Brito, Mauricio Jose de Matos e Silva, Antonio Lucas das Merces Filho, Anne Jamylle de Almeida Cabral, Camila Glenda Dantas de Medeiros Cunha, Fernando Luiz de Souza Monteiro, Luiz Eduardo Lemos da Silva
Hospital Barão de Lucena, Recife, PE, Brasil
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Paciente 84 anos, sexo feminino, hipertensa, com queixa de proctalgia há três meses. Possui passado cirúrgico de correção de prolapso retal e anoplastia. Ao exame apresentava tumoração fixa em parede retal posterior que se estende desde a borda anal até 6cm cranialmente. Ressonância de pelve evidencia cisto multiloculado com componente hiperprotéico e hemático retrorretal de 4,6×4,0×3,4cm ao nível da margem anal até o anel anorretal. Submetida a ressecção de tumor via acesso de Kraske (posterior), houve ruptura da lesão no intraoperatório, contudo, paciente evoluiu clinicamente bem recebendo alta hospitalar após três dias. O resultado da anatomopatologia e imuno‐hitoquímica revelaram tumor do estroma gastrointestinal com células fusiformes – anticorpos c‐KIT e DOG‐1 expressados pelas células neoplásicas. Tumores retrorretais são entidades raras na prática clínica, sendo a maioria de etiologia congênita e de aspecto cístico. GISTs são neoplasias mesenquimais incomuns do trato gastrointestinal sendo ainda mais insólito quando extraintestinais. A literatura sobre o assunto é escassa daí a dificuldade em estimar a frequênciade GIST retrorretal. Os tumores retrorretais manifestam‐se com proctalgia, dor lombar, distúrbios da defecação ou mesmo apresentam‐se de forma assintomática. Em geral possuem evolução indolente, sendo a maioria dos casos benignos no sexo feminino e maligno no sexo masculino. O diagnóstico é realizado através de exame físico associado a exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassom endorretal. GISTs são provenientes da muscular própria e expressam a proteína KIT, receptor transmembrana tirosina‐cinase, detectada pela imuno‐histoquímica e utilizada, portanto, para seu diagnóstico. O tratamento das lesões retrorretais é cirúrgico e o acesso pode ser feito de forma abdominal (anterior) para lesões altas (acima de S4), parassacral (posterior) para lesões baixas ou ainda de forma combinada. O uso de Mesilato de imatinib está indicado para pacientes com GIST irressecável ou metastático; no paciente em questão não foi utilizado, está em acompanhamento.Tumores retrorretais são patologias raras e apresentam‐se de formas variadas, sendo o exame físico fundamental para suspeição devendo‐se atentar para complementação da anatomopatologia com imuno‐histoquímica quando há suspeita de GIST.

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Journal of Coloproctology

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