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Vol. 39. Issue S1.
Pages 1-2 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 1-2 (November 2019)
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Tumor estromal gastrointestinal (gist) de canal anal ‐ relato de caso
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I.R.M.D.A. Lima, F.B. Beraldo, J.D. de Almeida, M.V.P.R. Silvino, P.S. Rahe, V.C.S. Soares, A.V. Calheiros, R.C.D. Galvão
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Apresentar relato de caso de um tumor estromal gastrointestinal localizado no canal anal, sintomático, que foi submetido a ressecção endoanal.

Descrição do caso: Paciente BGN, sexo masculino, 76 anos, ex‐tabagista, etilista social, com queixa de proctalgia há 5 meses, associada a sensação de corpo estranho em região anal, com relato de alteração do hábito intestinal (diarreia) há 1 ano. Ao toque retal e anuscopia apresentava lesão nodular endurecida em parede lateral esquerda, a 4cm da borda anal, no limite superior do esfíncter interno. O paciente foi submetido a remoção do nódulo, realizada por acesso transanal, com ressecção de parede total a nível de canal anal, incluindo tecido gorduroso mesorretal. No pós‐operatório evoluiu sem intercorrências. Em seguimento ambulatorial, o paciente não mais referiu proctalgia ou qualquer outra sintomatologia colorretal anormal. Ao estudo anatomopatológico, observou‐se estrutura nodular medindo 1,7x1,7x1,6cm, não foram detectadas necrose e atividade mitótica, margens foram coincidentes com a lesão. O estudo imuno‐histoquímico evidenciou positividade nas técnicas MX CD 117, MX VIMENTINA, MX CD 34 e MX KI‐67 (positivo focal 2%), achados compatíveis com GIST.

Discussão e Conclusão(ões): Os tumores estromais gastrintestinais (gastrointestinal stromal tumors – GISTs) são a neoplasia mesenquimal mais comum do trato digestivo. As localizações mais comuns são: estômago (60%), intestino delgado (30%) e colo/reto (5%). Quando sintomático, sua clínica pode ser extremamente variável, dependendo de sua localização, tamanho e padrão de crescimento. A avaliação imuno‐histoquímica e a morfologia são a base para seu diagnóstico. Cerca de 95% desses tumores são positivos para o c‐Kit (CD 117) e/ou DOG‐1, e 70% são positivos para CD 34. Para GISTs primários, a cirurgia continua sendo a única medida terapêutica curativa, suficiente para cura em 60% dos casos. Para qualquer tumor2cm, é recomendada a excisão cirúrgica. Nos tumores<2cm a cirurgia só é recomendada em casos sintomáticos; para os assintomáticos, indica‐se vigilância endoscópica a cada 6–12 meses se não houver características de alto risco. Para os GISTs retais, no entanto, as diretrizes da European Society for Medical Oncology (ESMO) recomendam independentemente do tamanho, porque o risco de GIST retal é alto e o controle local é crítico. As classificações mais utilizadas para estratificar o risco de recidiva e/ou metástases à distância são as de Fletcher e de Miettinen, que consideram tamanho, índice mitótico e localização do tumor. É sabido que a localização do GIST tem valor prognóstico, com tumores colônicos mais frequentemente apresentando curso desfavorável com metástase e/ou morte. O risco de recidiva é maior no primeiro ano após a cirurgia e é recomendado seguimento periódico com exames de imagem. O aparecimento de novas lesões, aumento de mais de 10% do tamanho dos tumores ou a identificação de pequenos nódulos no interior destes são sinais de doença em progressão.

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Journal of Coloproctology

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