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Vol. 39. Issue S1.
Pages 16 (November 2019)
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Tumor estromal gastrointestinal retal recidivante
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M.V. Furlanetto, G.F. Furlan, R.B. Sampietro, E. Endo, A.H.B.G. Vieira, H.L. Invitti, R. Valarini, A.S. Brenner
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Neste trabalho descrevemos um caso raro de Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) recidivante anorretal.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 62 anos, foi admitido no serviço do coloproctologia de um hospital de referência na cidade de Curitiba ‐ PR, em 2006, com queixa de hematoquezia. Ao toque retal, apresentava nódulo de 2cm em reto baixo. Optou‐se por realizar ressecção transanal do tumor. Após 6 anos assintomático, o paciente apresentou recidiva tumoral local e foi submetido à nova ressecção transanal. Em 2016, houve retorno da lesão, com massa tumoral ao toque. Realizada nova ressecção transanal do tumor. A imuno‐histoquímica confirmou GIST, com presença de c‐kit e 7 mitoses/campo. Após 2 anos de acompanhamento, foi observado nova recidiva da lesão. Ao toque retal, presença de massa nodular na parede posterior do reto baixo, com cerca de 6,5cm de diâmetro. Optado por tratamento neoadjuvante com imatinibe (400mg/dia). Completados os 6 meses da terapia neoadvujante, o paciente retornou para reavaliação. Ao toque retal palpava‐se lesão endurada com aproximadamente 4cm, aderida aos planos profundos e distando 3cm da borda anal. Ressonância magnética de pelve com massa polipoide no reto e envolvimento da camada muscular profunda, de aproximadamente 3,98 x 1,7 x 3,74cm, distando 3,28cm da borda anal, sem acometimento linfonodal. Optado pela ressecção transanal com ileostomia protetora. Atualmente, com 2 meses de pós‐operatório, o paciente encontra‐se assintomático e com estoma funcionante.

Discussão: A maioria (75%‐80%) dos tumores derivados do estroma gastrointestinal (GIST), tem origem das células de Cajal e expressam o protoncogene c‐kit. São responsáveis por 0,1‐3% de todas as neoplasias malignas do trato gastrointestinal, sendo o reto acometido em 5% dos casos. Os sintomas do GIST retal são semelhantes a outros tumores colorretais. No momento do diagnóstico, cerca de 10%‐15% dos pacientes já possuem doença metastática. Um estudo realizado com pacientes diagnosticados com GIST retal concluiu que 77% dos pacientes submetidos a ressecção local ampla tiveram recorrência locorregional, em comparação com 31% dos pacientes submetidos à ressecção radical (ressecção abdominoperineal), porém sem diferença significativa de metástase à distância. Em um caso publicado, foi realizado tratamento neoadjuvante com imatinibe em uma terceira recorrência local de GIST retal e posteriormente realizado a cirurgia definitiva (ressecção transanal). Assim como no presente caso, a neoadjuvância com o imatinibe proporcionou a diminuição tumoral e a possibilidade de ressecção local. Além de evitar a amputação abdomino‐perineal e a perda da função esfincteriana.

Conclusão: O GIST retal é um tumor raro, mas deve ser lembrado como diagnóstico diferencial nos tumores colorretais. O tratamento cirúrgico deve ser sempre considerado, porém a terapia neoadjuvante com imatinibe deve ser lembrada a fim de diminuir o tamanho tumoral e a morbidade cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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