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Vol. 37. Issue S1.
Pages 83 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 83 (October 2017)
P‐024
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.025
Open Access
TUMOR GASTROINTESTINAL (GIST) DE CANAL ANAL
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Guilherme Rosa, Antônio Baraviera, Maristela de Almeida, Paula Taglietti, Thiago Braga, Thiago Ibiapina, Adriano Rugierro
Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM‐SP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O GIST tem uma característica biológica que é uma mutação genética, com ativação do proto‐oncogene Kit e a superexpressão do receptor tirosina quinase (c‐Kit). Os tumores estromais gastrointestinais são correspondentes a 3% de todos os tumores gastrointestinais e os tumores mesenquimais anorretais são lesões raras correspondentes a 0,1 a 0,4% de todos os GISTs.

Relato de caso: Paciente V.A.A., 78 anos, sem comorbidades prévias, queixava‐se de dor e abaulamento em região glútea próximo à borda anal, quadro com mais de 10 anos de evolução, porém com aumento e pioria dos sintomas no último ano. Ao exame: lesão cística palpável em borda anal lateral à direita. Solicitada ressonância nuclear magnética (RNM) que visualizou massa heterogênea cística interesfincteriana de conteúdo anecoico de 4cm. Optou‐se por biópsia excisional da lesão em maio de 2017, ressecada totalmente a lesão, com preservação esfincteriana. No diagnóstico histopatológico mostrou‐se uma neoplasia maligna fusocelular, a imuno‐histoquímica confirmou o diagnóstico de lesão estromal com c‐Kit (CD‐117) positivo e baixo índice de proliferação celular. A paciente foi encaminhada para oncologia para tratamento adjuvante.

Discussão: A incidência de câncer de canal anal no ocidente é em torno de 7‐9 casos por milhão de habitantes. Os diagnósticos mais frequentes são carcinomas espinocelulares (relacionados ao HPV e imunossupressão), adenocarcinomas ou até melanomas. GISTs são lesões originárias das células intersticiais de Cajal e são de rara apresentação no canal anal. O tratamento cirúrgico para lesões pequenas até 2cm, com índice mitótico baixo, é a biópsia excional da lesão. Lesões maiores podem necessitar de ressecções maiores, sempre opta‐se primeiramente pelo tratamento cirúrgico. Quadros metastáticos devem ser encaminhados para quimioterapia com imatinibe ou sunitinibe atualmente. São lesões com prognóstico favorável se ressecadas totalmente.

Conclusão: Essa localização de tumor é rara e deve fazer parte dos diagnósticos diferenciais de lesão malginas perianais. O tratamento cirúrgico é a primeira escolha e a depender das características tumorais há possibilidade de tratamento adjuvante.

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Journal of Coloproctology

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