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Vol. 38. Issue S1.
Pages 91 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 91 (October 2018)
P52
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.196
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TUMOR NEUROENDÓCRINO DE ÍLEO TERMINAL ‐ RELATO DE CASO
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Rayama Moreira Siqueira, Carlos Augusto Real Martinez, Roberta Lais dos Santos Mendonça, Danilo Toshio Kanno, Giovanna Sartorelli Venturini, Bruna Zini P. Freitas, Ana Beatriz Affonseca Paez
Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus, Bragança Paulista, SP, Brasil
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Introdução: Os tumores neuroendócrinos são neoplasias raras e compreendem pequena parcela dos tumores malignos. Possuem comportamento indolente e poucas vezes manifestam‐se como síndrome carcinoide. Tal fato acarreta em diagnóstico tardio e, na maioria das vezes, a doença encontra‐se avançada.

Relato de caso: P.L.M., 40 anos, feminina, com sintomatologia correspondendo a uma síndrome dispéptica e prurido anal esporádico. Negava perda ponderal, alteração de hábito intestinal ou dor abdominal. Adentrou ao serviço encaminhada e com exames previamente solicitados (Hemograma, EDA e Colonoscopia). Hemograma evidenciou hb 12,6 e ferritina de 9,8, EDA com esofagite erosiva grau A de Los Angeles além de, colonoscopia com lesão de 8mm sugestiva de lesão subepitelial e biópsia. Tal biópsia era compatível com tumor neuroendócrino em íleo terminal. Solicitada imunohistoquimica que confirmou tumor neuroendócrino grau 2, com Ki67 positivo (3%), sinaptofisina e cromogranina A positivos. Diante dos achados, optado por estadiamento com tomografias de tórax, abdome e pelve e indicado tratamento cirúrgico. Optado por colectomia direita videolaparoscópica em oncologia com margens cirúrgicas livres e ausência de metástase em 29 linfonodos isolados. Durante acompanhamento, trouxe cintilografia com análogo de somatostatina que não evidenciou lesões. Paciente segue em acompanhamento e sem sinais de recidiva tumoral ou metástases.

Discussão: O tumor neuroendócrino trata‐se de um tumor derivado de células cromafins liberadoras de neuropeptídios sendo a serotonina a mais estudada. Os pacientes com este tipo de tumor podem apresentar a síndrome carcinoide, porém é incomum e muitas vezes o sintoma mais habitual será o flushing. Este se manifesta com eritema em face, pescoço e tórax de forma paroxística. Episódios de diarreia podem estar entre as queixas.O diagnóstico baseia‐se no quadro clínico e nos exames complementares, sejam eles laboratoriais ou de imagem. A cromogranina A é um dos marcadores de maior relevância. Exames de imagem serão úteis para determinar o local do tumor. Análogos de somatostatina constituem a terapia para o controle dos sintomas, porém, a cirurgia é o único tratamento curativo e definitivo para o tumor.

Conclusão: O relato descrito permite a confirmação da importância do rastreio e do tratamento precoce, uma vez que mudam o prognóstico do paciente e promovem o tratamento curativo da doença.

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Journal of Coloproctology

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