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Vol. 37. Issue S1.
Pages 82 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 82 (October 2017)
P‐022
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.023
Open Access
TUMOR NEUROENDÓCRINO DE PAPILA ILEOCECAL: RELATO DE CASO
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Paula Cristina Steffen Novelli, Vitor Rafael Pastro, Ronaldo Nonose, Bruna Zini de Paula Freitas, Denise Graffitti D’Avila, Enzo Fabrício do Nascimento, Carlos Augusto Real Martinez
Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Introdução: Tumores neuroendócrinos (TNE) representam um grupo heterogêneo de neoplasias que podem acometer trato gastrointestinal (TGI), pâncreas, pulmões, entre outros sítios. Quando acometem o tubo digestivo, geralmente surgem no apêndice vermiforme e o acometimento da papila ileocecal (PIC) é excepcional.

Objetivo: Apresentar um caso de tumor neuroendócrino de grandes proporções localizado na papila ileocecal.

Descrição do caso: Mulher, 56 anos, procurou serviço especializado com queixa de dor abdominal tipo cólica, na fossa ilíaca direita, sem outros sinais e/ou sintomas concomitantes. História clínica e exame físico sem outro dado adicional relevante. Foi submetida à colonoscopia de rastreio para câncer colorretal (CCR), a qual revelou em topografia da PIC, protrusão de aspecto vegetante e vilosa, avermelhada, obstruía parcialmente a luz ileal. Nos fragmentos colhidos no exame acima, não foi possível caracterizar a origem neoplásica, foi necessária a complementação do anatomopatológico com o estudo imuno‐histoquímico, cujo resultado foi TNE de PIC grau I (sinaptofisina+, cromogranina A+, ki67=1%). Com o diagnóstico em questão, fez dosagem de5‐HIAA e octreoscan, que se mostraram normais, e então foi submetida à colectomia direita com linfadenectomia e excisão de mesocólon, além da reconstrução do trânsito intestinal por meio de anastomose manual laterolateral. O exame histopatológico confirmou os achados da biópsia, o tumor foi estratificado como estádio II. A doente apresentou evolução favorável, recebeu alta no terceiro dia pós‐operatório. No momento encontra‐se em acompanhamento ambulatorial, sem queixas, três meses após a cirurgia.

Conclusão: Apesar da raridade, TNE de maiores dimensões podem acometer a PIC.

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Journal of Coloproctology

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