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Vol. 39. Issue S1.
Pages 99 (November 2019)
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Tumor neuroendócrino do reto em paciente com retocolite ulcerativa
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P. Borges da Rocha, M.C. Sartor, A. Baldin Junior, N.L. Nobrega, A.S. Brenner, M.C. Savio, G. Mattioli Nicollelli, M. Deconto Rossoni
Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar associação de tumor neuroendócrino com Retocolite Ulcerativa.

Descrição do caso: Feminina, 45anos, Retocolite Ulcerativa padrão colite esquerda com diagnóstico em 2012, em uso de Mesalazina 3,2g/dia manipulada, com bom controle da doença. Colonoscopia de 01/2018 sem atividade da doença. Ressonância pélvica de 2018 não demonstrava alterações. No início de 2019 passou a apresentar dor anal intensa, hematoquezia e dificuldade de exoneração retal. Colonoscopia de 04/2019 descrevia estenose anal não transponível ao colonoscópio. A paciente foi encaminhada ao Serviço. Retossigmoidoscopia identificou lesão ulcerada e vegetante desde a borda anal até a primeira válvula de Houston, ocupando 75% da luz. Exame histológico evidenciou neoplasia maligna pouco diferenciada, infiltrativa com imuno‐histoquímica de carcinoma neuroendócrino do tipo III. A paciente evoluiu com piora da dor anal. Houve avanço rápido da doença com oclusão intestinal. Em maio de 2019 houve necessidade de colostomia de em alça do sigmoide, quando foi evidenciada carcinomatose peritoneal extensa. A paciente iniciou tratamento quimioterápico com cisplatina ‐ ciclos a cada 21dias. Evoluiu com melhora importante da dor e do estado geral e mantém acompanhamento regular.

Discussão e Conclusão(ões): Os tumores neuroendócrinos (TNE) são raros e representam apenas 0,49% de todos os tumores malignos. Os TNE do reto, de acordo com o Surveillance Epidemiology and End Results (SEER) (2004), possuem taxa de incidência de 0,86 por 100.000 habitantes, representando 27% do total dos TNE do trato gastrointestinal. Metástases à distância, já ao diagnóstico, são pouco incidentes (1,7% a 8,1%) e, na maioria dos casos, a neoplasia encontra‐se localizada. O aparecimento de metástases parece estar relacionado ao tamanho do tumor primário. A única opção de tratamento curativo é a ressecção cirúrgica completa da lesão. Há publicações na literatura sugerindo associação de neoplasia neuroendócrina e doença inflamatória intestinal (DII). Em 1997 Greenstein et al. descreveram série de 11pacientes com DII com tumores carcinoides e DII, sendo 6casos associados a Doença de Crohn e 5 a Retocolite Ulcerativa. Nenhuma das lesões era do reto e do canal anal. Em 2016, estudo de Lauranne et al. na Finlândia descreveu 51casos de TNE em pacientes com DII e sugeriu maior prevalência dessa neoplasia do que na população geral. A fisiopatologia, entretanto, permanece desconhecida.

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Journal of Coloproctology

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