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Vol. 37. Issue S1.
Pages 171 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 171 (October 2017)
P‐229
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.230
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TUMOR PÉLVICO RARO GIGANTE
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Ivan Carlos Batista, André Luigi Pincinato, Roberto Nobrega Centola
Consultório Particular, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Os paracordomas são tumores extremamente raros de tecidos moles, de linhagem desconhecida, que se desenvolvem frequentemente nas extremidades. Relatamos um caso de paracordoma, agora recidivado em tumor gigante pelvicoabdominal com diversas lesões sincrônicas.

Descrição do caso: J.A.S., 57 anos, masculino, aumento progressivo do volume abdominal havia cinco anos. Nos últimos meses apresentou progressão dos sintomas de dor abdominal, obstipação, disúria, polaciúria e dispneia ocasional. Havia sete anos fez exérese de tumor de mesentério com laudo anatomopatológico de paracordoma. Colonoscopia sem alterações. RNM evidenciou múltiplas massas nodulares intraperitoneais pélvicas que envolviam mesocólons direito e sigmoide, sólidas, com necrose/degeneração cística central, exerciam compressão sobre a parede anterior do reto, comprimiam o cólon direito e o ceco, o maior de 12,5cm, e outras formações nodulares que formavam massa na FID que media 11,4cm, podia corresponder a implantes peritoneais, mesotelioma peritoneal ou GIST. Reto comprimido à região pré‐sacra. PSA: 0,38. Laparotomia exploradora evidenciou tumoração pélvica de 20cm que rechaçava o reto e bexiga, sem invasão desses. Apresentava também múltiplas lesões tumorais de tamanhos variados, de 0,5cm até 5cm de diâmetro, espalhados em toda a pelve, goteira parieto‐cólica direita, mesentério, intestino delgado e omento. Feitas omentectomia, ressecção das lesões menores e ressecção do tumor pélvico. O paciente evoluiu sem intercorrências com alta no terceiro PO.

Discussão: Classificados pela OMS como tumores de diferenciação incerta intermediária (que raramente metastatizam), os paracordomas tendem a comportamento benigno. Têm leve predileção por homens na quarta década de vida e acometimento de membros inferiores. Relatos prévios também evidenciaram massas pouco aderidas a outras estruturas, sem necessidade de ressecção de órgãos adjacentes. Pode recidivar geralmente após 12 meses de ressecção sem margens livres. Se precoce, a recidiva tem potencial de metástases.

Conclusão: O paracordoma é um tumor raro que necessita de controle de recidiva no pós‐operatório.

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Journal of Coloproctology

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