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Vol. 39. Issue S1.
Pages 51-52 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 51-52 (November 2019)
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Tumor retal: ressecção transanal minimamente invasiva (tamis)
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A.s.o. Galvao, M.a.a. Nogueira, W.a.t. de Sousa, F.l. Vieira, R.f.c. Lima, V.d.s. Brito, S.c.f. Gramoza, C.r.s. Bezerra
Hospital Getúlio Vargas (HGV), Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Teresina, PI, Brasil
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Área: Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar os fatores de riscos para a recidiva de tumor de reto inferior ressecado através de TAMIS e sua evolução de lesão pré‐maligna para neoplasia no intervalo de 06 meses.

Descrição do caso: M.E.A.F.S., 56 anos, natural e procedente de Angical do Piauí‐PI, consulta ambulatorial com queixa de diarreia, 05 episódios por dia, fezes líquidas. História patológica pregressa: Hipertensão Arterial, Intolerância a Lactose. Colecistectomia, perineoplastia e laqueadura tubária. Exame proctológico: lesão palpável em reto inferior, com aspecto nodular, espraiada. Colonoscopia: extensa lesão de crescimento lateral comprometendo metade da circunferência de reto inferior. Indicou‐se excisão transanal eletiva com SILS™ Port (plataforma laparoscópica de portal único, flexível e descartável). Preparo intestinal retrógrado com enema de fosfato de sódio e antibioticoprofilaxia endovenosa com Ceftriaxone e Metronidazol. Procedimento cirúrgico sob raquianestesia, com excisão de lesão com margens de segurança (>10mm) e de espessura total (após muscular própria), devido às características suspeitas da lesão, com sutura transversal do defeito com STRATAFIX™ Spiral (sutura farpada). Alta no 1° dia pós‐operatório. Retorno ambulatorial em 15 dias, com melhora da diarreia e assintomática. Histopatológico: lesão com dimensões de 4,4 x 3,6 x 2,5cm, consistência elástica, superfície externa lobulada e superfície de corte granulosa. Adenoma viloso com displasia de alto grau. Margens cirúrgicas livres de alterações displásicas/neoplásicas. Orientado retorno e colonoscopia com 06 meses. Retorno após 06 meses com paciente assintomática. Exame proctológico: nodulação palpável, pouco móvel, séssil e endurecida em reto médio/inferior, em topografia de sutura prévia. Colonoscopia: lesão polipoide extensa em reto médio, multilobular, aspecto viloso com fibrina, associando‐se duas lesões sésseis satélites de aproximadamente 15mm cada. Histopatológico: fragmentos irregulares de tecido, elásticos, granulosos, brilhantes. Dimensões: 0,8 x 0,6 x 0,3cm. Adenocarcinoma de reto bem diferenciado. Paciente encaminhada para Neoadjuvância.

Discussão e Conclusão(ões): O desenvolvimento de tecnologias como os portais únicos que permitem a utilização de materiais laparoscópicos convencionais e pinças de energia, tornaram mais factível a cirurgia transanal minimamente invasiva (TAMIS). Os pólipos benignos são a indicação ideal de TAMIS, particularmente os maiores, que não podem ser totalmente ressecados por polipectomia colonoscópica, permitindo a realização de biópsia excisional. Esses pólipos, em especial os de histologia vilosa, tem a capacidade de possuírem neoplasia oculta, que pode não se manifestar nas biópsias incisionais. A excisão local é opção atraente para o câncer retal, com baixo risco de morbidade e mortalidade, escassez de sequelas funcionais e potencial para o tratamento curativo da doença inicial. O candidato ideal para a excisão local é um paciente sem metástase linfonodal e com tumor que pode ser removido com margens negativas.

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Journal of Coloproctology

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