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Vol. 39. Issue S1.
Pages 46-47 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 46-47 (November 2019)
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Tumor de reto radioinduzido tratado com radioterapia: relato de caso
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A.C. Moreiraa, A.S. Vilarinhoa, L.B. Verab, S.M.M. Regadasb, M.M. Regadasb, C.M. Regadasb, G.P.P. Marquesb, M.M. Sousaa
a Hospital Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
b Hospital São Carlos, Fortaleza, CE, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Relatar caso paciente idoso com tumor de reto inferior de provavelmente radioinduzido, tratado com radioterapia em serviço de referência em coloproctologia em Fortaleza, Ceará.

Descrição do caso Paciente, masculino, 92 anos, com queixa de constipação intestinal de longa data e episódios esporádicos de hematoquezia, tendo os sintomas se tornados mais frequentes, motivo pelo qual procurou atendimento médico. Antecedente de radioterapia (40 aplicações – 37 sessões 200 cGy) para tratamento de câncer de próstata há mais de 20 anos e ressecção prostática transuretral prévia. Dois anos após RT, passou a apresentar hematoquezia causada por retite actínica tratada com corticoide tópico. Colonoscopia realizada em novembro/2016 mostrou pólipo de 2mm em cólon ascendente (anatomopatológico de adenoma tubular com displasia de baixo grau) e angiodisplasia em reto inferior. Em dezembro/2017, persistia hematoquezia e mucorreia, sendo constatada, ao toque retal, lesão tumoral endurecida em parede posterior. Nova RSC demonstrou lesão de 3,5cm, comprometendo 30% da circunferência retal, a 7cm da borda anal. Biópsia da lesão demonstrou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Optado por tratamento com radioterapia (5.000 cGy ‐ 25 sessões de 200 cGy) e quimioterapia (Xeloda). Paciente evoluiu bem clinicamente, porém aguarda‐se o tempo adequado para reestadiamento pós‐tratamento radioterápico

Discussão Define‐se tumor radioinduzido quando o tumor (TU) secundário foi desenvolvido após irradiação. Entretanto, o TU secundário deve estar dentro do campo de tratamento da radioterapia, deve haver um tempo mínimo de 5 anos sem lesão entre a RT e a segunda neoplasia e o tipo histológico deve ser diferente do TU inicial. No caso atual, o paciente apresentou a lesão no reto 20 anos após a RT e, apesar do seguimento adequado no período, não apresentou adenoma nesta região, o que faz pensar em tratar‐se de adenocarcinoma que não segue a sequência adenoma‐carcinoma, ou seja, um adenocarcinoma radioinduzido. Com relação, ao tratamento proposto, cabe a inquietação de se propor um tratamento radioterápico para uma lesão possivelmente radioinduzida, porém, após discussão multidisciplinar e por se tratar de paciente com 92 anos, foi decidido que RT e QT seriam mais adequadas nesta situação.

Conclusão: Tumores radioinduzidos de reto não apresentam uma boa resposta à RT, na maioria das vezes, e, nestes casos, a literatura comenta no emprego da QT isoladamente (neoadjuvante)+cirurgia, porém, no caso atual, por se tratar de paciente idoso, propôs‐se uma conduta mais conservadora.

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Journal of Coloproctology

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