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Vol. 39. Issue S1.
Pages 134-135 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 134-135 (November 2019)
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Tumoração lipoide simulando lesão maligna colorretal
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L.A.N. Assis, B.F. Frietas, C.K.M. Fernandes, D.M. Fagundes, M.V.M. Loura, F.S. Alves, A. Buzatti, A.C.C. Torres
Hospital Municipal de Contagem (HMC)/Hospital Municipal José Lucas Filho, Contagem, MG, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso de lipoma colônico, além de dissertar a respeito da sintomatologia, diagnóstico, formas de apresentação e tratamento do mesmo.

Descrição do caso: Paciente T.M.E.; sexo feminino, de 81 anos de idade, previamente hipertensa e diabética, encaminhada à Coloproctologia do HMC devido a quadro de prolapso retal, com sangramento à evacuação e constipação para investigação e propedêutica do quadro. Ao exame físico, apresentava dor abdominal em baixo ventre, principalmente em fossa ilíaca esquerda, e ao toque retal, apresentava massa de consistência solida em reto médio/alto, sem sinais de sangramento ativo. Realizou‐se estudo tomográfico, que evidenciou lesão de aspecto nodular, com paredes espessadas e densidade de gordura na parede do reto alto à direita, medindo aproximadamente 4cm. A jusante desta lesão o observa‐se espessamento difuso, inespecífico e heterogêneo, de aspecto infiltrativo das paredes do reto, até próximo a borda anal, com importante redução da luz colônia, densificação de gordura adjacente e borramento da parede do reto. Colonoscopia evidenciou lesão de aspecto neoplásico em retossigmoide, além de diverticulose colônica e retite leve inespecífica. O estudo histopatológico da colonoscopia evidenciou úlcera crônica em atividade associada a processo inflamatório crônico, morfologicamente inespecífico. Tendo em vista o caráter obstrutivo da lesão, bem como sua morfologia compatível com doença mitótica, foi realizada retossigmoidectomia, contemplando lesão circular estenosante em retossigmnoide, seguida de anastomose terminoterminal e ileostomia protetora. Paciente apresentou boa evolução pós‐operatória, recebendo alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial sem intercorrências. A avaliação anátomo‐patológica do cólon sigmoide e reto evidenciou lesão tumoral morfologicamente compatível com tecido gorduroso, sem atipias celulares, sem acometimento de linfonodos ou disseminação angiolinfática, compatível com lipoma colônico.

Discussão e Conclusão(ões): O lipoma colônico, apesar de raro, é o segundo tumor benigno mais frequente do intestino grosso. Sua distribuição mais usual é no cólon ascendente. São, em sua maioria, submucosos e geralmente únicos. Quando sintomáticos, geralmente tem dimensões maiores que 2cm, e apresentam‐se com dor abdominal, sangue nas fezes e alteração de hábitos intestinais. O tratamento depende da localização, sintomas e tamanho do lipoma. Lesões menores que 2cm são tratadas por ressecção endoscópica, enquanto em lesões maiores recomenda‐se ressecção cirúrgica. Conclusão: A apresentação sintomática da lesão no caso descrito, o acometimento inflamatório adjacente e seu caráter de crescimento estenosante motivaram a opção pelo tratamento de cirúrgico à paciente. No presente relato, portanto, podemos constatar que os dados encontrados e a conduta proposta são coerentes com a literatura, constatando a raridade do presente caso, bem como a complexidade de seu diagnóstico.

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Journal of Coloproctology

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