Introdução: A principal causa de cirurgias por abdômen agudo em todo o mundo é atribuido a apendicite aguda, com prevalência de até 7% da população. Os principais fatores associados são hiperplasia linfoide e fecalitos. No entanto as neoplasia podem ser identificadas durante a cirurgia em 0,7% a 5% das apendicectomias. O diagnóstico pré operatório é difícil e incomum. Foram atendidos dois casos de neoplasia maligna do apêndice cecal no ambulatório de coloproctologia do Hospital Universitário da UFJF no ano de 2015.
Descrição dos casos:Primeiro caso: Homem, 43 anos, submetido a apendicectomia por abdome agudo inflamatório na unidade de pronto atendimento do município de Juiz de Fora. Encaminhado ao ambulatório de coloproctologia do HU‐UFJF após resultado de análise anatomopatológica de adenocarcinoma de apêndice. Realizada hemicolectomia direita sem evidencias de neoplasia residual. Encaminhado para quimioterapia pois o apêndice se encontrava roto. Atualmente sem sinais de recidiva. Segundo caso: Mulher, 46 anos, submetida a apendicectomia em dezembro de 2015 com lesão macroscópica de 2cm em ponta de apêndice. Tomografia de abdome mostrando apêndice espessado e aumento de linfonodos pericecais. Encaminhado ao ambulatório de coloproctologia do HU‐UFJF com anatomopatológico que relata tumor mucinoso apendicular de baixo grau com margens livres. Realizada a colectomia direita com peça e 38 linfonodos livres de neoplasia. Mantem acompanhamento ambulatorial. Atualmente sem sinais de recidiva.
Discussão e conclusão: As lesões neoplásicas do apêndice vermiforme são raras. A impossibilidade clínica de diferenciar a apendicite aguda das lesões malignas do apêndice reforçam a importância de sempre avaliar o resultado anatomopatológico a fim de garantir o seguimento adequado. tratamento adequado seja ele cirúrgico ou quimioterápico.