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Vol. 37. Issue S1.
Pages 158-159 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 158-159 (October 2017)
P‐199
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.200
Open Access
TUMORES MALIGNOS DE JEJUNO E ÍLEO. EXPERIÊNCIA DE 20 ANOS DE UM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE REFERÊNCIA
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Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Alexandre Ferreira Amaral, Elcio Shiyoiti Hirano, Raquel Franco Leal, Carlos Augusto Real Martinez, Gustavo Pereira Fraga, Claudio Saddy Rodrigues Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: Os tumores do intestino delgado estão entre os mais raros do aparelho digestivo, representam 2% a 3% desses, e frequentemente essas lesões são diagnosticadas quando ocorrem complicações.

Objetivo: Análise retrospectiva dos pacientes com neoplasias malignas de jejuno e íleo operados nos últimos 20 anos em um centro universitário.

Métodos: Foram levantados prontuários médicos dos pacientes operados no serviço (cirurgias eletivas e de urgência), entre 1997 e 2016, analisados os dados demográficos, os procedimentos cirúrgicos, a morbimortalidade e os tipos histológicos encontrados.

Resultados: O estudo compreendeu 31 pacientes, 23 (74,2%) do sexo masculino e média de idade de 53,9 (25‐81) anos. Os principais sinais/sintomas no pré‐operatório foram: dor abdominal em 11 (35,5%); obstrução intestinal, cinco (16,1%); hemorragia digestiva, quatro (12,9%); anemia crônica, três (9,7%); diarreia, três (9,7%); perfuração intestinal, dois (6,4%) e outros, três (9,7%). Em 12 pacientes (38,7%) os tumores se localizavam no íleo, em 11 (35,5%) na transição jejunoileal e em oito (25,8%) no jejuno, em cinco casos havia duas lesões sincrônicas; 19 cirurgias (61,3%) foram de urgência e os procedimentos feitos foram: enterectomia em 25 (80,7%), ileotiflectomia em cinco (16,1%) e derivação interna com esplenectomia em um (3,2%). Não houve complicações intraoperatórias. No pós‐operatório imediato houve uma evisceração e uma obstrução intestinal, necessitou‐se de abordagens cirúrgicas, além de uma infecção da ferida operatória. Três doentes evoluíram a óbito no pós‐operatório imediato. O estudo anatomopatológico revelou os seguintes tipos histológicos: GIST em nove (29%), linfoma não Hodgkin nove (29%), tumor carcinoide seis (19,4%), adenocarcinoma quatro (12,9%), leiomiossarcoma dois (6,5%) e sarcoma de Kaposi um (3,2%).

Conclusão: A maioria dos tumores foi diagnosticada na cirurgia de urgência. Os tipos histológicos mais frequentes, nesta casuística, foram GIST e linfoma não Hodgkin, o que diferiu da literatura.

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Journal of Coloproctology

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