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Vol. 38. Issue S1.
Pages 76-77 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 76-77 (October 2018)
P237
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.164
Open Access
TUMORES PRÉ‐SACRAIS: DESCRIÇÃO DE 5 CASOS CONDUZIDOS PELO GRUPO DE COLOPROCTOLOGIA DA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE
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Gabriella Oliveira Lima, Suyanne Thyerine da Silva Lopes, Matheus Duarte Massahud, Pedro José Guimarães Cardoso, Sinara Monica de Oliveira Leite, Diego Vieira Sampaio, Peterson Martins Neves
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: Os tumores pré‐sacrais são raros, representando 1 caso em cada 40.000 internações hospitalares. Abrangem amplo espectro de lesões heterogêneas que variam de cistos benignos simples a massas malignas complexas que invadem estruturas pélvicas circundantes. O diagnóstico dessas lesões é geralmente um achado incidental no exame físico ou em exames de imagem, uma vez que a sintomatologia é vaga.

Descrição dos casos: Estudo retrospectivo de 6 anos com cinco casos de tumores pré‐sacrais, sendo dois do sexo feminino e três do sexo masculino. A idade média foi de 44,4 anos, com extremos de 24 e 73 anos. Os pacientes procuraram o serviço médico devido a queixas variadas: dor lombar, dor no cóccix, abaulamento em região glútea, linfadenopatia inguinal e por achado incidental em ultrassonografia vaginal. A lesão foi identificada pelo toque retal em 3 pacientes e a ressonância magnética (RNM) da pelve foi realizada em todos os casos, o que evidenciou o tamanho e as relações topográficas do tumor. O tratamento cirúrgico foi optado em todos os casos, sendo que a ressecção do tumor por via posterior foi preferida em 4 casos e a abdominal em apenas um. Os diagnósticos histológicos foram: dois schawannoma, um cordoma, um neuroendócrino e um hamartoma cístico. No pós‐operatório, dois pacientes apresentaram deiscência de ferida, um queixou de parestesia perineal e outro evoluiu com fecaloma e retenção urinária com necessidade de cistostomia. Em dois casos foram realizadas RNM após um ano de cirurgia, sendo uma normal e outra com sinais de recidiva, no qual foi encaminhado ao oncologista.

Discussão: O espaço pré‐sacral apresenta desenvolvimento embriológico complexo e é composto por diversos tecidos com potencial de desenvolver grupos heterogêneos de tumores benignos e malignos. A propedêutica de imagem pré‐operatória é essencial para a caracterização das lesões, direcionar o diagnóstico etiológico e planejamento cirúrgico. O tratamento operatório pode ser realizado por abordagem posterior, abdominal ou combinada. A escolha da via de acesso é feita considerando‐se o tamanho, a localização e as características do tumor.

Conclusão: Compreender os vários subtipos de tumores pré‐sacrais é essencial para decisão terapêutica, pois o diagnóstico incorreto ou o manejo inadequado podem resultar em morbidade significativa e resultados adversos.

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Journal of Coloproctology

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