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Vol. 39. Issue S1.
Pages 129 (November 2019)
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Tumores pré‐sacrais: tailgut cyst e linfangioma cístico, relato de casos
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M. Fukushimaa, L.F.M. Rodriguesa, G.T. Santosb, C.S.A. Netoc
a Clínica Colono, Brasília, DF, Brasil
b Clínica Medigastro, Brasília, DF, Brasil
c Clínica OncoDigestiva, Brasília, DF, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Identificar as características radiológicas e histopatológicas, assim como os fatores diagnósticos dos tumores pré‐sacrais.

Descrição do caso: Paciente S.A.M., feminino, 43 anos, queixa‐se de dor anal há 6 meses, principalmente na evacuação, sem enterorragia. Colonoscopia e exames laboratoriais sem alterações. Em Ressonância Magnética da Pelve, revelou‐se presença de cisto hiperintenso em T2, contornos lobulados, margens circunscritas, contendo múltiplos finos septos sem restrição significativa após contraste, localizado no espaço retro‐retal, medindo 74 x 47 x 49mm, desviando o reto para a direita, que favorece hamartoma cístico (Tailgut cyst). Foi submetida à ressecção cirúrgica do cisto, por acesso posterior do reto, tendo o resultado histopatológico de linfangioma cístico. Paciente ESL, feminino, 28 anos, refere desconforto em pelve há 4 meses, sem demais queixas proctológicas. Em colonoscopia, observou‐se abaulamento posterior extrínseco do reto, sem tumor visível. Apresenta RNM de Pelve com imagem nodular cística, com margens bem definidas, em região pré‐sacral, medindo cerca de 20,4mm no seu maior diâmetro. Paciente foi submetida à ressecção do tumor, por acesso posterior do reto, com diagnóstico histológico de hamartoma cístico (Tailgut Cyst).

Discussão e Conclusão(ões): O espaço retro‐retal, ou pré‐sacral, é um espaço virtual potencial. Tumores retro‐retais são um grupo de lesões que abrangem um largo espectro de doenças, variando de lesões congênitas de potencial maligno, a processos inflamatórios. São raros, com incidência variando na literatura. Os cistos Tailgut, ou hamartomas císticos, surgem da persistência da cauda do intestino por falência da sua regressão durante o desenvolvimento embrionário. A apresentação clínica é pouco específica, variando de assintomático à presença de obstrução intestinal, dor lombar baixa ou pélvica, fístulas e abscesso. Mais comum em mulheres (3:1), com idade média de 35 anos. Histologicamente apresentam também teratomas, cistos epidérmicos, cistos de duplicação retal, tumores neurogênicos e lesões ósseas. O diagnóstico inclui avaliação endoscópica do reto, afim de conhecer a extensão do tumor e avaliar a integridade mucosa retal. Ultrassom endorretal pode ser utilizado para avaliar a relação entre o tumor e as camadas musculares do reto e do esfíncter anal. Biopsia pré‐operatória ainda se mantém controversa, tendo em vista o risco aumentado de recorrência ou de implantação no trajeto. A RNM com gadolínio é a modalidade imaginológica de escolha, fornece o diagnóstico acurado e determina a extensão anatômica da lesão, selecionando a melhor abordagem cirúrgica. A caracterização das lesões como sólida ou cística é facilmente alcançável via RNM e a visualização de nodulações sutis ou septação destas lesões permite a caracterização em vários subtipos. A retida cirúrgica está recomendada, já que eles podem conter malignidade ou alto potencial de degeneração maligna. É essencial o planejamento cirúrgico para que se possa alcançar o melhor resultado prognóstico.

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Journal of Coloproctology

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