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Vol. 37. Issue S1.
Pages 73-74 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 73-74 (October 2017)
P‐002
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.003
Open Access
TUMORES RETRORRETAIS: CASUÍSTICA DE 10 ANOS DE UM SERVIÇO DE COLOPROCTOLOGIA DA BAHIA
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Larissa Andrade da Costa, Ursula Araujo de Oliveira Galvão Soares, Aline Landim Mano, Lina Maria Goes de Codes, Isabela Dias Marques da Cruz, Thamy Cristine Santana Marques, Euler Medeiros Ázaro Filho
Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil
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Introdução: Os tumores retrorretais surgem do espaço retrorretal ou pré‐sacral e são patologias raras, cuja incidência na população geral é desconhecida. Representam um grupo heterogêneo de tumores, pois são derivados dos remanescentes embrionários de diversos tecidos dessa topografia. Predominam no sexo feminino e são oligossintomáticos, são mais comuns sintomas de dor perianal ou lombar.

Método: Feita análise retrospectiva, através de revisão de prontuários. Selecionados os pacientes com diagnóstico de tumores pré‐sacrais submetidos a cirurgia de junho de 2007 a junho de 2017 num serviço de coloproctologia do Estado da Bahia.

Resultados: Durante o período estudado, seis pacientes foram diagnosticados com tumor pré‐sacral e submetidos à ressecção cirúrgica. Dentre eles, a média de idade foi de 48,6 anos, o sexo feminino representou 66%. A abordagem cirúrgica com acesso posterior foi predominante (quatro pacientes). Apenas um paciente apresentou lesão maligna, representada pelo tumor carcinoide. Dentre os tumores benignos, três eram congênitos e dois inflamatórios.

Discussão: Como no presente estudo, os tumores retrorretais são mais comuns no sexo feminino. Conforme a literatura, ao exame físico o achado mais frequente foi massa palpável ao toque retal, presente em todos casos. O tratamento consiste na ressecção cirúrgica completa com margens livres, a decisão pela via de acesso é determinada pela altura, pelo tamanho da lesão e envolvimento de estruturas adjacentes. Segundo Baek et al., os tumores congênitos representam cerca de 70% dos casos, o tailgut cyst (hamartoma cístico) é mais frequente, o que difere desta análise, na qual, apesar de os tumores congênitos serem a maioria dos casos, apenas um deles apresentou hamartoma cístico. Hassan et al. relatam recorrência elevada nas lesões malignas, 70% nos cordomas.

Conclusão: Os tumores pré‐sacrais são patologias raras, com sintomatologia escassa e variável, que exigem elevada suspeição e tratamento cirúrgico adequado a fim de minimizar morbidade e recidiva.

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Journal of Coloproctology

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