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Vol. 38. Issue S1.
Pages 52 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 52 (October 2018)
P189
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.111
Open Access
ULCERA RETAL GIGANTE COMPLICADA POR PROLAPSO DE PSEUDOTUMOR DO RETO
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Juliana Mamede Miranda, Rodrigo Saad Rodrigues, Gustavo Nunes Vilar, Marley Ribeiro Feitosa, Rogério Serafim Parra, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A Síndrome da Úlcera Retal Solitária (SURS) é causada por descoordenação muscular pélvica durante a defecação, com prolapso mucoso retal parcial e ulceração traumática da mucosa retal. O objetivo é uma apresentação rara de SURS e discutir aspectos diagnósticos e terapêuticos da doença.

Descrição do caso: Homem, 42 anos, etilista e mau informante. Constipação e esforço evacuatório desde a infância. Admitido em nossa instituição com história de prolapso do reto há 03 meses, de crescimento progressivo e irredutível. Cirurgia de urgência (colectomia segmentar e ileostomia em alça) por oclusão intestinal, em outra instituição. Ao exame: procidência irredutível do retossigmoide, medindo 30cm, com formação tumoral de grandes proporções e úlcera retal gigante circunferencial. Submetido a retossigmoidectomia perineal com sutura manual. Reabordado no 4° pós‐operatório por intussuscepção do cólon. Realizado colectomia subtotal, fístula mucosa do cólon transverso e mantida ileostomia prévia.No 15° pós‐operatório, realizado colectomia complementar, enterectomia segmentar e ileostomia terminal por hérnia interna. Optado por manter o abdome aberto (peritoniostomia) com curativo à vácuo. Recebeu alta após granulação completa da parede abdominal.O anatomopatológico da peça cirúrgica foi compatível com a SURS associada a formação de exuberante tecido de granulação.

Discussão: As úlceras são encontradas em apenas 40% dos pacientes suspeitados com a SURS. Podem ser múltiplas, não costumam ultrapassar 5cm de diâmetro e ocorrem entre 3 e 15cm do ânus. Podem estar associadas a lesões ou estenoses polipóides. As manifestações incluem sangramento retal, secreção de muco, esforço evacuatório, dor abdominopélvica, tenesmo retal, constipação e, raramente, prolapso retal. As características histopatológicas são: obliteração da lâmina própria por fibrose e fibras musculares lisas que se estendem da mucosa muscular espessa à luz. Deposição difusa de colágeno na lâmina própria e extensões de fibras musculares lisas anormais são marcadores sensíveis para diferenciar o SURS de outras condições. O tratamento de casos avançados pode exigir ressecção do retossigmoide.

Conclusão: A intervenção cirúrgica na SURS deve ser reservada para casos selecionados e pode estar associada a complicações graves.

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Journal of Coloproctology

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