Journal Information
Vol. 37. Issue S1.
Pages 70 (October 2017)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 37. Issue S1.
Pages 70 (October 2017)
V5‐51
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.293
Open Access
ÚLCERA SOLITÁRIA DE RETO EM PACIENTE JOVEM COM SACROPROMONTOFIXAÇÃO
Visits
...
Amanda Machado Bernardo Ziegler, Natalia Barros Pinheiro, Guilherme Cutait de Castro Cotti, Rafael de Castro Santana Arouca, Juliana Santos Valeciano
Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Introdução: A síndrome da úlcera solitária de reto (SUSR) caracteriza‐se como uma doença rara, cuja fisiopatologia permanece incerta. Foi descrita pela primeira vez em 1829 por Cruveilhier e sua característica clinicopatológica foi relatada em 1969 por Mandigan e Morson, associa‐se a transtornos defecatórios, prolapso retal interno e alterações psicológicas. Segundo trabalhos, 26% dos paciente são assintomáticos. Quando sintomáticos, o diagnóstico pode ser feito através de exame fisico, história clínica e, muitas vezes, confirmado por endoscopia com biópsias. O tratamento depende da gravidade dos sintomas e da existência de prolapso retal associado. De acordo com a literatura, as opções cirúrgicas convencionais incluem excisão local, mucosectomia retal, retopexia e ressecção cólica segmentar. Atualmente nenhum dos tratamentos cirúrgicos convencionais parece satisfatório, devido aos índices de recorrência.

Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 28 anos, queixava‐se de sangramento anal às evacuações havia 10 anos. Fez, inúmeras vezes, tratamento tópico para fissura anal, porém sem melhoria. Procurou atendimento proctológico e foi submetido a colonoscopia, a qual evidenciou lesão ulcerada na parede anterior do reto distal. O exame anatomopatológico foi compatível com úlcera de reto solitária. Optou‐se, no início, por tratamento conservador, com aumento da ingestão de fibras, supositórios de sucralfato e mesalazina, manteve‐se melhoria parcial dos sintomas. Submetido a sessões de cauterização da úlcera com plasma de argônio, apresentou melhoria clínica e endoscópica por curto período. Por não aderir ao tratamento clínico contínuo, evoluiu com recidiva de sangramento e mucorreia. Prosseguiu nova investigação com videodefecograma, foi diagnosticada intussuscepção colorretal com prolapso mucoso associado. Com base nesse diagnóstico, optou‐se pela sacropromontofixação.

Conclusão: Como a úlcera solitária de reto é uma patologia rara e de difícil manejo, faz‐se importante a individualização do tratamento.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools