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Vol. 39. Issue S1.
Pages 201 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Uso da toxina botulínica no tratamento do anismo
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J.E. Andrade Batista, C. Ramon Silveira Mendes, L.V. Zachariades Santos Góes
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Salvador, BA, Brasil
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Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): O anismo consiste em um distúrbio funcional de defecação que acarreta falha de relaxamento ou contração paradoxal do músculo puborretal. O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia e segurança da injeção de toxina botulínica tipo A no manejo de pacientes com anismo sem tentativa de tratamento prévio com outras alternativas.

Método: Foram selecionados quatro pacientes com queixa de proctalgia, sensação de evacuação incompleta, constipação intestinal e esforço evacuatório aumentado no ambulatório de Coloproctologia, sendo posteriormente submetidos ao exame de manometria anorretal. Para diagnóstico manométrico de anismo foi considerado a pressão do esforço evacuatório maior do que a pressão de repouso e teste de expulsão do balão. Todos os pacientes foram submetidos ao questionário de constipação antes e após a injeção da toxina. Os 04 pacientes (01 homem e 03 mulheres) foram submetidos a injeção de Toxina Botulínica tipo‐A no músculo puborretal, sem uso de anestesia local, sendo inseridos 15 UI às 03 e 15 UI às 09 horas. Foram reavaliados após 07dias e submetidos ao teste manométrico 30 dias após o uso da terapia. Uma única sessão de aplicação foi realizada neste estudo.

Resultados: A melhora clínica dos sintomas foi classificada em melhora inicial (01 mês) e a longo prazo (02 meses). Todos os pacientes relataram melhora inicial dos sintomas. Após 02 meses de aplicação, 75% dos pacientes permaneceram assintomáticos, exceto o paciente masculino que apresentou queixa de proctalgia leve. A média dos escores de constipação reduziu de 21,5 antes da injeção para 8 após. Todos os pacientes apresentaram relaxamento manométrico pós‐aplicação, com alterações significativas nas pressões anais de repouso e contração, com valores médios de queda de 34mmHg no repouso e 43mmHg na contração. Todos os pacientes apresentaram esforço evacuatório menor que a pressão de repouso após o tratamento. Os quatro pacientes falharam no teste de expulsão do balão antes da injeção e apenas 01 deles teve o teste positivo dentro de um mês após. Todos os pacientes foram questionados sobre as possíveis complicações incluindo hematoma, dor local, prurido e incontinência fecal, sendo que nenhum paciente apresentou tal fato.

Conclusão(ões): Como opção terapêutica, a maioria dos pacientes são submetidos a medidas conservadoras para constipação associado ao treinamento com biofeedback. A toxina botulínica pode surgir como uma opção terapêutica por ser de aplicação rápida, fácil, pouco dolorosa e independente da colaboração e adesão do paciente. Como pontos negativos, observamos o alto custo do material e possível efeito temporário. No entanto, consideramos a terapia com injeção de toxina botulínica efetiva em termos de melhora sintomática de curto prazo do anismo, com melhora na qualidade de vida, proctalgia e constipação. A melhoria a longo prazo ainda necessitará de posteriores reavaliações.

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Journal of Coloproctology

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