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Vol. 39. Issue S1.
Pages 82-83 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Uso da toxina botulínica tipo a no tratamento da dor anal crônica como sintoma de lars: relato de caso
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D.A. Chiumento, T.Z.M. P.D.S. Bandeira, Junior, G.D.A. Ribeiro, M.I. Rabello, G. Seva‐Pereira, J.J.O. Filho, P.B. Tarabay
Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, Campinas, SP, Brasil
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Área: Doenças Anorretais Benignas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Descrever uso da Toxina botulínica tipo A (TBA) na Coloproctologia para tratamento de fissura anal crônica, considerando a hipertonia esfincteriana anal como reacional à dor crônica.

Descrição do caso: NGS, 61 anos, masculino, submetido a retossigmoidectomia com ileostomia em alça e anastomose coloanal em 2015 por adenocarcinoma de reto e nova cirurgia em setembro de 2016 para reconstrução de trânsito intestinal. Paciente evoluiu com sintomas compatíveis com LARS (Low Anterior Resection Syndrome) com queixas de incontinência fecal (IF) e dor anal crônica, sem melhora com terapias propostas. Classificação no escore de IF da Cleveland Clinic de 17 e escala visual analógica (EVA) de dor de 9. Ao exame proctológico, paciente apresentava fissura anal proximal ao Esfíncter Anal Interno. No serviço de Coloproctologia foram realizados exames de ultrassonografia anorretal: grampos metálicos em canal anal médio em região anterolateral direita e colonoscopia: anastomose coloanal com úlcera de bordas elevadas (inflamação crônica inespecífica). Indicado tratamento devido a dor anal crônica com TBA. Realizado protocolo do serviço com 60 UI (20 UI posterior ao leito de fissura, 20 UI em lateral direita e 20 UI em lateral esquerda, no sulco interesfincteriano). Paciente apresentou melhora do sintoma de dor anal nos primeiros dias após a aplicação, com EVA de 3. Durante duas semanas: escore de IF de 15, melhorando progressivamente a dor, sem piora da IF. Após 30 dias: escore de IF de 8. Paciente permaneceu assintomático por 5 meses, retornando com dores, sendo realizada segunda aplicação após 6 meses da primeira e melhora dos sintomas novamente.

Discussão: Nesse caso a TBA foi indicada devido o paciente apresentar uma fissura de localização não habitual, com aspecto endoscópico de úlcera por isquemia. Após aplicação da TBA, houve melhora significativa dos sintomas, sendo que o retorno da dor foi em intensidade menor ao relatado no início do quadro.

Conclusão: O uso da TBA está estabelecido na literatura para tratamento da fissura anal crônica e pode ser uma alternativa no tratamento da dor anal crônica devido ressecção anterior do reto, como exposto no caso.

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Journal of Coloproctology

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