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Vol. 38. Issue S1.
Pages 53 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 53 (October 2018)
P190
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.113
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USO DE ULTRASSONOGRAFIA BIDIMENSIONAL ENDOANAL INTRAOPERATÓRIA PARA REPARO ESFINCTERIANO – RELATO DE CASO
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Natasha Garcia Caldas, Nimer Ratib Medrei, Andre Araujo de Medeiros Silva
Hospital da Região Leste (HRL), Brasília, DF, Brasil
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Introdução: Incontinência fecal é problema comum, afetando 2‐7% da população geral. Pode ser definida como incapacidade de manter controle fisiológico do conteúdo intestinal, caracterizada pela perda involuntária de fezes sólidas e líquidas associada ao escape ocasional de flatos. A incontinência fecal perturba o equilíbrio emocional, social e psicológico do paciente, prejudicando suas atividades habituais. A incontinência surge geralmente após lesão traumática esfincteriana, sendo raros os casos de etiologia congênita.

Descrição do caso: Mulher de 26 anos apresenta‐se ao ambulatório de coloproctologia com queixa de incontinência fecal para fezes formadas e para gases há 8 meses, após o nascimento de sua primeira filha. Refere piora progressiva dos sintomas, com prejuízo das atividades diárias e com necessidade do uso de fraldas quando precisava sair de casa. Realizado ultrassonografia (USG) endoanal bidimensional que evidenciou lesão do esfíncter anal externo e interno. Apesar da instituição de medidas clínicas, não apresentava melhora dos sintomas, sendo optado pela correção cirúrgica da lesão, com realização de esfincteroplastia e reparo perineal, com auxílio intraoperatório de USG bidimensional. Paciente segue em acompanhamento ambulatorial, com melhora importante dos sintomas e da qualidade de vida.

Discussão: Na mulher predomina o trauma obstétrico, com lesão esfincteriana em até 35% das parturientes após o parto normal, embora só em menor percentagem surjam sintomas de incontinência. Trauma direto ao esfíncter anal e neuropatias do nervo pudendo são os eventos mais comuns que ocorrem durante o parto e explicam o desenvolvimento da incontinência. Esfincteroplastia tem mostrado bons resultados em 30‐80% dos pacientes, porém colostomia pode ser indicada naqueles pacientes que falharam nas outras opções terapêuticas. A ultrassonografia endoanal permite identificar com precisão a topografia dos cabos musculares, orientando a incisão e permitindo a avaliação intraoperatória da qualidade do reparo.

Conclusão: Incontinência fecal é distúrbio comum, que pode afetar até 1/3 das mulheres que realizaram parto normal. A esfincteroplastia associada a reparo perineal mostra bons resultados, sendo o uso de USG endoanal bidimensional artefato tecnológico que pode contribuir para o sucesso terapêutico.

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Journal of Coloproctology

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