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Vol. 38. Issue S1.
Pages 104 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 104 (October 2018)
P81
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.224
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USO DO RETALHO PERFURANTE DA ARTÉRIA PUDENDA INTERNA NA RECONSTRUÇÃO PERINEAL APÓS AMPUTAÇÃO ABDOMINOPERINEAL DO RETO
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Raquel Fernandes Coelho, Gustavo Nunes Villar, Rogerio Serafim Parra, Marley Ribeiro Feitosa, Omar Féres, Jose Joaquim Ribeiro Rocha, Pedro Soler Coltro
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A reconstrução perineal após amputação do reto permite preenchimento adequado do defeito pélvico, diminui os riscos de hérnias perineais, deiscência cutânea e acúmulo de coleções. As complicações resultantes do tratamento inadequado do períneo podem interferir na recuperação e seguimento oncológico dos pacientes. O objetivo do trabalho é relatar um caso de amputação abdominoperineal do reto com reconstrução perineal através de retalho perfurante da artéria pudenda interna (RPAPI).

Descrição do caso: Mulher, 63 anos, submetida à amputação abdominoperineal do reto com salpingooforectomia bilateral e ressecção da parede posterior da vagina por adenocarcinoma do reto baixo localmente invasivo, sem metástases à distância. O procedimento foi realizado sem intercorrências e o períneo deixado aberto. No terceiro pós‐operatório, foi submetida a novo procedimento cirúrgico para confecção do RPAPI, que teve duração de 230 minutos, sem intercorrências. Teve alta com ferida perineal fechada e encaminhada para seguimento oncológico.

Discussão: A reconstrução perineal com retalhos apresenta menores índices de deiscência da ferida operatória e possibilita a reconstrução da vagina e vulva, quando necessário. O RPAPI, localiza‐se no sulco glúteo. É vascularizado por vasos perfurantes cutâneos da artéria pudenda interna e inervado por ramos do nervo pudendo e nervo cutâneo femoral posterior. Apresenta algumas vantagens: boa mobilidade, versatilidade, facilidade de dissecção, vascularização confiável, ausência de déficit funcional na área doadora, espessura adequada, correspondência de pele, ausência de pelos pubianos, bom posicionamento da cicatriz resultante no sulco glúteo, localização fora do campo de radioterapia, pouca interferência funcional e boa preservação da sensibilidade. Pode ser realizado concomitante ao ato operatório principal ou em tempos diferentes.

Conclusão: O RPAPI é uma opção cirúrgica para reconstrução após amputação abdominoperineal do reto.

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Journal of Coloproctology

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