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Vol. 39. Issue S1.
Pages 203-204 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 203-204 (November 2019)
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Utilização de biofeedback para tratamento de constipação por evacuação obstruída em hospital terciário de fortaleza
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T.C. Maia, M.R. Costa, M.C.R. Araújo, N.F. Rodrigues, S.M.M. Regadas, C.V.V. Nogueira, A.G. Marques, R.D. Escalante
Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Avaliar a utilização do biofeedback como opção satisfatória no tratamento da constipação, associado a mudanças dietéticas e de hábito de vida.

Método: Foi realizado um estudo coorte transversal, observacional, utilizando os dados dos prontuários dos pacientes submetidos às sessões de biofeedback no serviço de coloproctologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), entre fevereiro de 2016 e julho de 2018. Os pacientes com queixa de evacuação obstruída associada a presença de contração paradoxal (anismus) detectada na manometria, com indicação para realização de biofeedback, foram incluídos no estudo. O protocolo de biofeedback consistiu em orientações dietéticas, incluindo aumento da ingestão de fibras e água, realização de 4 sessões iniciais padronizadas e uma manometria de controle após o término das sessões. Os pacientes foram avaliados de acordo escore de constipação da Cleveland Clinic Florida antes e 6 meses após a conclusão do tratamento. Cada paciente foi questionado se houve melhora subjetiva dos sintomas, independentemente do valor do escore. Foi considerada melhora significativa do escore uma redução de, pelo menos, 40% em relação ao início das sessões. Os dados foram analisados utilizando o teste t de Student, com valor de significância adotado de p<0,05.

Resultados: Dos 47 pacientes avaliados no período, 35 (74,5%) foram diagnosticados com evacuação obstruída. Desses, 30 (85,1%) eram do sexo feminino, e a idade média foi de 50,38±13,13 anos. Os registros das manometrias demonstraram pressão média de repouso de 70,54±20,99 mmH2O. O valor médio do score de constipação foi de 14±4,75. Não houve alteração significativa da pressão de repouso e nem da pressão de contração máxima após as sessões. Foi demonstrada uma redução significativa no escore de constipação após as sessões (11±5,48; T=5,32; p<0,001). Vinte e oito (80%) pacientes apresentaram melhora no escore de constipação após as sessões, com 11 (31,3%) apresentando melhora significativa do escore. Vinte e quatro (68,6%) pacientes apresentaram relato de melhora clínica subjetiva após realização das sessões.

Conclusão(ões): Houve melhora significativa no escore de constipação dos pacientes avaliados após a realização das orientações dietéticas e aplicação das sessões biofeedback para o tratamento da evacuação obstruída. Foi visto que 80% dos pacientes apresentaram melhora do escore de constipação após as sessões. 31,3% dos pacientes apresentaram uma redução de mais de 40% no escore. A taxa de pacientes que apresentaram melhora clínica subjetiva após a realização do tratamento foi de 68,6%.

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Journal of Coloproctology

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