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Vol. 37. Issue S1.
Pages 23-24 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 23-24 (October 2017)
TL6‐054
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.353
Open Access
VEDOLIZUMABE NA INDUÇÃO DA REMISSÃO NA DOENÇA DE CROHN: UM ESTUDO PILOTO OBSERVACIONAL E MULTICÊNTRICO
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Ramir Luan Perina, Paulo Gustavo Kotzea, Juliano Coelho Ludvigb, Aderson Omar Mourão Cintra Damiãoc, Marco Zeronciod, Cristina Florese, Fabio Vieira Teixeiraf
a Hospital Universitário Cajuru, Curitiba, PR, Brasil
b Espaço de Saúde do Aparelho Digestivo (Esadi), Blumenau, SC, Brasil
c Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
d Universidade Potiguar (UnP), Natal, RN, Brasil
e Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
f Gastrosaúde, Marília, SP, Brasil
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Introdução: Vedolizumabe (VDZ) é um anticorpo monoclonal anti‐integrina alfa4‐beta7 que bloqueia a migração leucocitária para a parede intestinal. Sua eficácia foi documentada na indução e manutenção da remissão na doença de Crohn (DC), em estudos pivotais. Não há dados em pacientes brasileiros com VDZ na DC.

Objetivo: Avaliar a eficácia do VDZ na indução da remissão em portadores de DC.

Método: Estudo retrospectivo e observacional, de uma coorte de portadores de DC provenientes de oito centros de referência no Brasil. Critérios de inclusão: pacientes com DC que foram tratados com VDZ em algum momento do seu seguimento, por mais de 12 semanas. Variáveis analisadas: idade, gênero, duração da doença, classificacão de Montreal, medicacões prévias, remissão e resposta clínicas, eventos adversos e óbitos. Reposta clínica foi definida como queda no índice de Harvey‐Bradshaw (HBI) ≥ 3 pontos. Remissão clínica foi definida como HBI ≤ 4.

Resultados: Foram analisados 41 pacientes (22 do gênero feminino), com média de 41,34 (19‐88) anos e duração da doença de 122,02 (14‐480) meses. Pela classificacão de Montreal, fenótipos mais comumente observados foram: A2, L3 e B1, com DC perianal em 29,2% (12/41). A maioria (92,68%) tinha uso prévio de biológicos; 11 pacientes foram excluídos para análise de eficácia (menos de 12 semanas de seguimento e ileostomia). Remissão clínica foi observada em 34,14% (14/41) e resposta clínica foi observada em 41,46% (17/41). Quatro pacientes foram considerados não respondedores primários e dois apresentaram perda secundária de resposta. Eventos adversos foram observados em 26,82% (11/41) e dois casos de reações infusionais foram relatados.

Conclusões: VDZ foi eficaz na indução da remissão e resposta clínicas em uma população refratária de portadores de DC. Este estudo descreve os primeiros dados sobre a droga em pacientes brasileiros com a doença.

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Journal of Coloproctology

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