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Vol. 38. Issue S1.
Pages 146 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 146 (October 2018)
TL60
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.312
Open Access
VEDOLIZUMABE NA INDUÇÃO E MANUTENÇÃO DA REMISSÃO NA RETOCOLITE ULCERATIVA: UM ESTUDO PILOTO OBSERVACIONAL E MULTICÊNTRICO
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Fernanda da Silva Barbosaa,b,c,d,e, Ramir Luan Perina,b,c,d,e, Paulo Gustavo Kotzea,b,c,d,e, Eron Fabio Mirandaa,b,c,d,e, Cristina Floresa,b,c,d,e, Aderson Omar Mourão Cintra Damiãoa,b,c,d,e, Fábio Vieira Teixeiraa,b,c,d,e
a Hospital Universitário Cajuru (HUC), Curitiba, PR, Brasil
b Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
c Hospital das Clínicas (HC), Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
d GastroClinica, Marília, SP, Brasil
e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC‐PR), Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: Vedolizumabe (VDZ) é um anticorpo monoclonal anti‐integrina alfa4‐beta7 que bloqueia a migração leucocitária para a parede intestinal. Sua eficácia foi documentada na indução e manutenção da remissão na retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI), em estudos pivotais. Não há dados em pacientes brasileiros com VDZ na RCUI. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do VDZ na indução e manutenção da remissão em portadores de RCUI.

Método: Estudo retrospectivo e observacional, de uma coorte de portadores de RCUI provenientes de 8 centros de referência no Brasil. Critérios de inclusão: pacientes com RCUI, tratados com VDZ em algum momento do seu seguimento, por mais de 12 semanas. Variáveis analisadas: idade, gênero, duração da doença, extensão da doença, medicacões concomitantes, remissão e resposta clínicas, eventos adversos e óbitos. Reposta clínica foi definida como queda no escore parcial de Mayo ≥ 2 pontos. Remissão clínica foi definida como escore parcial de Mayo ≤ 2.

Resultados: 38 pacientes foram analisados, com média de idade de 39,3 anos (18‐74) e duração da doença média de 109,13 meses (15‐360). A maioria dos pacientes era do gênero masculino (63,15%), apresentava pancolite (fenótipo E3 ‐ 50%), e utilizou anti‐TNF previamente (76,31%). Na semana 52, remissão clínica foi observada em 41,17% (7/17) e resposta clínica em 52,94% (9/17). 6 pacientes foram considerados não respondedores primários, e 9 apresentaram perda secundária de resposta. Colectomias foram descritas em 4 pacientes. Eventos adversos ocorreram em 9 pacientes, e houve 1 óbito por sepse de foco indeterminado.

Conclusões: VDZ foi eficaz na indução e manutenção da remissão e resposta clínicas em uma população refratária de portadores de RCUI. Esse estudo consiste em uma das primeiras descrições de dados sobre a droga em pacientes brasileiros com RCUI.

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Journal of Coloproctology

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