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Vol. 39. Issue S1.
Pages 212-213 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 212-213 (November 2019)
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Veneno de abelha no tratamento de metástase óssea de câncer colorretal
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I. Dariva, G.C. Zornoff, D.G. Priolli, D.D.C. da Silva, M.G. Santana, G.C. Mendes, J.M. Sciani
Universidade São Francisco (USF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Estudos Experimentais Animais em Coloproctologia

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): O câncer colorretal é uma das principais causas de morbimortalidade na sociedade. É o quarto tipo de câncer mais incidente no Brasil e o terceiro em mortes no mundo. Se trata de uma patologia extirpável quando no diagnóstico precoce, no entanto, 21% dos casos são diagnosticados na doença metastática. Essa é vista em aproximadamente 11% dos casos e gera morbidades com dor óssea severa, fraturas, compressão espinal e hipercalcemia. O tratamento é de suporte, por meio do alívio da dor e quimioterapia, mas os resultados são precários devido a limitada ação da droga na metástase óssea. A Melitina, substância derivada do veneno da abelha Apis melífera, tem demonstrado ação antiproliferativa, induzindo à apoptose, citotoxicidade e inibição da proliferação celular em vários tumores. No entanto, há toxicidade às células normais. Atualmente tenta‐se reduzir sua toxicidade por meio de pesquisas em encapsulados e drug delivery. Devido a reduzida vascularização óssea, a via de administração intratumoral para metástases desta localização surge como alternativa à redução dos seus efeitos colaterais sistêmicos, embora nunca tenha sido utilizada.

Método: Após cultura com linhagem de células de adenocarcinoma de cólon humano/HT‐29, o modelo de metástase óssea foi obtido por xenotransplante em camundongos Balb/c nude em calota craniana. Os animais foram divididos em grupos terapia (tratados por administração intratumoral com Melitina na dose de 1,5mg/kg após o crescimento tumoral) e controle (não tratado). A aferição do volume tumoral foi realizada diariamente, assim como sofrimento animal e efeitos colaterais. Os animais foram submetidos à eutanásia para ressecção tumoral e o espécime extraído foi submetido à análise histopatológica.

Resultados: A Melitina possui efeito antitumoral quando administrada via intratumoral. A análise histopatológica mostrou presença de tumor indiferenciado com áreas de necrose no grupo terapia, ausente no grupo controle. Na histologia dos tumores tratados foi observada necrose.

Conclusão(ões): A Melitina reduz a progressão tumoral com menores efeitos colaterais quando utilizada pela via intratumoral, trazendo perspectivas quanto ao seu uso em tumores de cólon em estádios avançados.

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Journal of Coloproctology
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