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Vol. 39. Issue S1.
Pages 49-50 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Volvo de sigmoide: insucesso na distorção por retossigmoidoscopia
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A.s.o. Galvão, M.a.a. Nogueira, W.a.t. de Sousa, F.l. Vieira, R.f.c. Lima, V.d.s. Brito, S.c.f. Gramoza, C.r.s. Bezerra
Hospital Getúlio Vargas (HGV). Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI. Brasil
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Área: Métodos complementares diagnóstico e terapêutica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar a falha na desvolvulação e descompressão colônica através de Retossigmoidoscopia na urgência, ponderando a eficácia do método e possíveis fatores de risco para insucesso do procedimento.

Descrição do caso: R.M.O., 42 anos, natural e residente em São Pedro do Piauí‐PI, com vômitos fecaloides, desidratação, abdômen distendido e hipertimpânico, parada de eliminação de flatos e fezes há 07 dias, ampola retal vazia ao exame digital retal com diagnóstico de abdômen agudo obstrutivo. Tomografia Computadorizada evidenciou intensa distensão de alças colônicas, volvo de sigmoide, ausência de pneumoperitônio. História patológica pregressa de distúrbio neuropsiquiátrico (utilização crônica de fenobarbital e clonazepam) e constipação crônica com necessidade de uso de laxantes para evacuar. Realizado hidratação venosa, sondagem nasogástrica e preparo retal com solução glicerinada 12%. Submeteu‐se o paciente a realização de Colonoscopia com intuito de realizar a descompressão colônica e desfazer o volvo. Exame identificou com facilidade ponto de torção a nível de sigmoide distal, sendo possível transpor determinado ponto, mas devido a presença de fezes pastosas em grande quantidade não foi possível visualização adequada da mucosa colônica, o que impossibilitou a distorção do volvo bem como a descompressão colônica, pois não foi possível realizar a aspiração do conteúdo gasoso sem a obstrução do aparelho. A mucosa colônica distal ao ponto de torção encontrava‐se com aspecto endoscópico normal. Após o exame paciente apresentou aumento da distensão abdominal, sudorese fria e piora da dor abdominal. Indicou‐se procedimento cirúrgico de urgência por falha na distorção endoscópica e por causa do risco elevado de perfuração colônica espontânea. Realizou‐se retossigmoidectomia abdominal com colostomia terminal em fossa ilíaca esquerda sob anestesia geral, sem intercorrências. Paciente apresentou boa evolução pós‐operatória, recebendo alta hospitalar no terceiro dia. Em acompanhamento ambulatorial realizando pré‐operatório para reconstituição do trânsito intestinal.

Discussão e Conclusão(ões): Descompressão colônica através de retossigmoidoscopia e desvolvulação são os procedimentos preferíveis no manejo do volvo de sigmoide sem comprometimento vascular do cólon ou peritonite. Permitindo planejamento cirúrgico eletivo, evitando morbidades associadas ao procedimento cirúrgico de urgência. A retossigmoidoscopia também é essencial para avaliar o comprometimento da vascularização do cólon. Nem sempre é efetiva e apresenta taxa de recorrência do Volvo significativa. A falha na descompressão colônica apesar de ser rara, acontece principalmente devido à presença de fezes após o ponto de torção do sigmoide, impedindo a adequada visualização da luz endoscópica e aspiração do conteúdo gasoso por obstrução do aparelho. Identificar possíveis fatores preditores tanto para o insucesso como para a recidiva pode auxiliar no manejo da patologia.

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Journal of Coloproctology

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