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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 186 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 186 (Outubro 2018)
VL49
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.401
Open Access
ASPECTOS TÉCNICOS DA RETIRADA DO ESPÉCIME CIRÚRGICO POR VIA TRANSRETAL NA RETOSSIGMOIDECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA NA ENDOMETRIOSE INFILTRATIVA PROFUNDA
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Renato Gomes Campanati, Lívia Cardoso Reis, Magda Maria Profeta da Luz, Bernardo Hanan, Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Ana Carolina Parussolo André, Rodrigo Gomes da Silva
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: Endometriose consiste em uma afecção ginecológica comum, atingindo de 5%‐15% das mulheres no período reprodutivo. Essa doença é definida pelo implante de estroma e/ou epitélio glandular endometrial em localização extrauterina. A maioria das pacientes apresenta sintomas, em diferentes intensidades, sendo os principais dismenorréia, dor pélvica crônica, infertilidade, dispareunia, sintomas intestinais e urinários. O tratamento medicamentoso não promove a cura ou desaparecimento das lesões, apenas melhora dos sintomas clínicos e eventualmente o retardo na evolução das lesões.A cirurgia é a terapêutica de escolha, preferencialmente por videolaparoscopia. A ressecção das lesões e aderências permitem uma melhora da qualidade de vida com diminuição ou extinção da dor e retorno a fertilidade em grande parte das pacientes.

Descrição do caso: Paciente, sexo feminino, 34 anos, com relato de dor pélvica crônica. Diagnóstico de endometriose pélvica profunda, refratária a tratamento clinico durante mais de 6 meses. Submetida a tratamento cirúrgico via laparoscópica com ressecção de implantes ovarianos e retossigmoidectomia, com extração do espécime cirúrgico por via retal.

Discussão: A endometriose geralmente apresenta um padrão assimétrico de distribuição das lesões, com predomínio no compartimento pélvico posterior e do lado esquerdo da pelve. Como o objetivo principal do tratamento cirúrgico é o de remover completamente todas as lesões profundas, a localização das lesões determina a escolha da técnica cirúrgica em cada caso. A endometriose infiltrativa profunda frequentemente apresenta lesões infiltrando o septo retovaginal, que muitas vezes requer ressecção cirúrgica para controle dos sintomas. Uma vez que ocorre normalmente em mulheres jovens, a retirada da peça por via retal ou vaginal prescinde da realização de incisão cirúrgica acessória e, consequentemente, possibilidade recuperação pós‐operatória mais acelerada e melhor imagem corporal.

Conclusão: As lesões da endometriose pélvica profunda têm uma tendência de ser multifocal, afetar preferencialmente o compartimento pélvico posterior e comprometer o reto em uma parcela significativa das pacientes. Uma vez que uma parcela das pacientes deverão ser submetidas a ressecção cirúrgica das lesões, a utilização de técnicas minimamente invasivas e extração transretal do espécime cirúrgico permite melhor cosmese e possivelmente melhor recuperação pós operatória.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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