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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 185 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 185 (Outubro 2018)
VL47
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.399
Open Access
ESFINCTEROPLASTIA COMO TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA FECAL
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Christiane Diva Campos Veneroso, Anna Caroline Guerro, Jorge Benjamin Fayad, Luciana Paes Peixoto Netto, Rinaldo Prates Periard, Renata Rocha Barbi, Cristine Maria dos Santos Quintas
Hospital Federal de Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: A incontinência fecal é uma condição incapacitante e de significativas repercussões sócio‐econômicas. Muitos destes pacientes apresentam história clínica de lesão do músculo esfíncter anal externo, seja de origem iatrogênica, traumática ou obstétrica. Para estes casos, após estabelecer que não existe dano neurológico e que as fibras musculares do esfíncter remanescente possuem função contrátil preservada, a esfincteroplastia anterior é a opção de tratamento cirúrgico de escolha.

Caso clínico: ASN, feminino, 59 anos, G10 PN7 PC1 A2, apresentando urgência e incontinência fecal após trauma obstétrico, com falha do esfíncter na região mediana anterior ao exame proctológico. Submetida a esfincteroplastia, com melhora importante da hipotonia ao toque retal e remissão completa dos sintomas em 2 meses.

Discussão: Completa avaliação do paciente com incontinência fecal é fundamental para estabelecer a melhor conduta terapêutica, realizando anamnese detalhada, exame físico, e avaliação da anatomia e fisiologia da musculatura esfincteriana através de exames complementares. A esfincteroplastia anterior por sobreposição de cotos musculares foi descrita por Parks e McParthin e, 1971 e modificada posteriormente por Slade, sendo a técnica mais utilizada atualmente. O índice de sucesso deste procedimento é de 50 a 80% e a recidiva aumenta gradativamente após 3 a 5 anos da cirurgia. Este fato pode ser atribuído à degeneração tecidual decorrente da idade, estiramento da cicatriz e a progressiva deteriorização do nervo pudendo. Nova esfincteroplastia pode trazer bons resultados em aproximadamente metade desses pacientes.

Conclusões: Tivemos resultado satisfatório na esfincteroplastia realizada para incontinência fecal de paciente com lesão anal, influenciando positivamente em sua qualidade de vida. Considerando que o índice de recidiva aumenta após alguns anos do tratamento cirúrgico, deve haver acompanhamento ambulatorial regular e os resultados monitorizados através da avaliação da fisiologia anal.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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