Compartilhar
Informação da revista
Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 150-151 (Outubro 2018)
Compartilhar
Compartilhar
Baixar PDF
Mais opções do artigo
Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 150-151 (Outubro 2018)
TL70
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.322
Open Access
NEUROMODULAÇÃO SACRAL: TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES DO ASSOALHO PÉLVICO. RESULTADOS E COMPLICAÇÕES
Visitas
...
Sthela Murad Regadasa,b, Francisco Sergio P. Regadasa,b, Lara Burlamaqui Verasa,b, Rafaella Alcantara Alves Meloa,b, Juliana Bezerra Fariasa,b, Milena Macedo de Sousaa,b, Marcelo Mendes Ribeiroa,b
a Hospital São Carlos, Fortaleza, CE, Brasil
b Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
Informação do artigo
Texto Completo
Baixar PDF
Estatísticas
Texto Completo

Introdução: As disfunções do assoalho pélvico interferem diretamente na qualidade de vida dos pacientes, podendo ser tratadas a partirda neuromodulação sacral, técnica minimamente invasiva que permite a modulação dos nervos e músculos do assoalho pélvico.

Objetivo: Avaliar os resultados da neuromodulação sacral no tratamento das disfunções do assoalho pélvico.

Método: Foram incluídos no estudo, pacientes com sintomas de incontinência fecal (IF), urinária (IU) e/ou evacuação obstruída (EO) isolados ou associados que não responderam ao tratamento clinico e à reabilitação do assoalho pélvico, e foram submetidos à neuromodulação sacral. Foi realizada avaliação clínica com o escore da Cleveland Clinic de incontinência fecal (IFCCF) e Constipação (CCCF) e o diário miccional associado à manometria anorretal e ultrassom‐3D anorretal. Os pacientes foram submetidos ao implante de eletrodos na raiz sacral‐S3 na fase I‐Teste e avaliadas de acordo com a resposta nos escores utilizados, num período de 2 a 3 semanas. Implantado o marcapasso definitivo quando houve ≥ 50% de melhora dos sintomas.

Resultados: Incluídas 23 pacientes, média idade 66 anos, sendo 11 submetidas a parto vaginal. 02 pacientes com cirurgia prévia da coluna; 01 esfincteroplastia e prévio AVC associado à alteração na função motora do membro inferior esquerdo. Lesão parcial do esfincter anal externo em 4 casos. Apresentavam IF e IU em 6 casos; IF e EO em 4; IU, IF e EO em 5; IF em 7; EO 1.A média de pressão de repouso de 25mmHg e pressão voluntária máxima de 66mmHg. Todas as pacientes foram submetidos ao implante definitivo. A mediana do IFCCF reduziu 10 vs. 1 (p < 0.0001). A mediana CCCF reduziu 10 vs. 3 (p < 0.0001). 5 pacientes permaneceram com urgência urinária. A média da amplitude do estimulo 1,9Mv. Não houve complicações na fase teste ou definitiva. Paciente da cauda equina apresentou urina em jato continuo, sem uso de sonda vesical e melhora continua dos movimentos do MIE na paciente do AVC. Seguimento 12 meses.

Conclusão: A neuromodulação sacral é um tratamento efetivo nas disfunções do assoalho pélvico, mesmo nos casos com múltiplas disfunções. Nesta casuística, os pacientes apresentaram melhora expressiva dos sintomas, sem evidência de complicações. Deve ser considerada como uma opção terapêutica no tratamento das disfunções do assoalho pélvico refratárias aos tratamentos convencionais. É necessário manter o seguimento dessas pacientes para manter os resultados sempre adequados.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Receba a nossa Newsletter

Opções de artigo
Ferramentas