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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 178 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 178 (Outubro 2018)
VL33
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.385
Open Access
RETOSSIGMOIDECOMIA VLP NO TRATAMENTO DA DOENÇA DIVERTICULAR COMPLICADA
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Miller Barreto de Brito e Silva, Letícia Nobre Lopes, Rafael Vaz Pandini, Sergio Eduardo Alonso Araujo, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello, Cintia Mayumi Sakurai Kimura
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A doença diverticular tem incidência crescente na população idosa, ocorrendo em apenas 5% dos casos em pacientes com menos de 40 anos. Nesta população a doença costuma estar mais relacionada à evolução para diverticulite aguda e suas complicações, sendo a fístula colovesical uma das mais frequentes.

Objetivo: Demonstrar a viabilidade da via laparoscópica no tratamento cirúrgico da fístula colovesical pós‐diverticulite aguda.

Métodos: P.R.S., masculino, 36 anos. Paciente com dois episódios de dor em fossa ilíaca esquerda, associada à febre, há 3 anos. Há 2 anos iniciou pneumatúria e fecalúria, com piora progressiva, associados à infecção urinária de repetição. Investigado em serviço externo: USG abdome com espessamento da parede vesical e conteúdo espesso em seu interior; Colonoscopia: divertículos em retossigmoide e colite erosiva segmentar em sigmoide, sem evidência de orifício fistuloso (biópsia: inflamação crônica; ausência de neoplasia); TC abdome e pelve: discreto espessamento na parede de cólon sigmoide próximo à bexiga. Encaminhado ao serviço de coloproctologia, indicado tratamento cirúrgico. Achados intraoperatórios: região distal do cólon sigmoide bastante endurecida e aderida à parede póstero‐lateral esquerda da bexiga correspondendo à fístula colovesical. Realizada ligadura dos vasos mesentéricos inferiores e liberação do ângulo esplênico. Abordada área de intensa aderência e fibrose com auxílio de bisturi harmônico, não sendo possível identificação de plano de disseção, com abertura inadvertida do cólon, sem contaminação da cavidade. Não identificado orifício em parede vesical, sendo realizado teste com azul de metileno via sonda vesical sob pressão, sem extravasamento. Completada retossigmoidectomia, seguida de anastomose mecânica término‐terminal colorretal com CDH 29.

Resultados: Paciente com boa evolução no PO, sendo mantida sonda vesical de demora durante 5 dias. Recebeu alta no 6° PO com diurese espontânea após retirada da sonda. Boa aceitação da dieta oral, apresentando evacuação com fezes pastosas. Ferida operatória em bom aspecto.

Conclusão: A presença de fístula colovesical pós‐diverticulite tem como tratamento padrão a abordagem cirúrgica. Apesar das dificuldades técnicas relacionadas à presença de intenso processo inflamatório local e alterações anatômicas, quando em realizada em centros de referência a via laparosópica se mostra a melhor alternativa de tratamento.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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