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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 28-29 (Outubro 2017)
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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 28-29 (Outubro 2017)
TL7‐065
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.364
Open Access
TRATAMENTO DA FÍSTULA ANAL PELA LIGADURA INTERESFINCTÉRICA DO TRAJETO FISTULOSO (LIFT): APLICABILIDADE DO ULTRASSOM TRIDIMENSIONAL NO PRÉ E PÓS‐OPERATÓRIO
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Sthela Maria Murad‐Regadasa,b, Francisco Sérgio Pinheiro Regadas Filhoa,c, Lara Burlamaqui Verasa,b, Lia Barroso Simonetti Gomesa,c, Lusmar Veras Rodriguesa,b, Francisco Sergio Pinheiro Regadasa,b,c, Roberto Sérgio de Andrade Filhoa,b
a Serviço de Coloproctologia, Hospital São Carlos de Fortaleza (HSC), Fortaleza, CE, Brasil
b Serviço de Coloproctologia, Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
c Serviço de Coloproctologia, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
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Objetivo: Avaliar a eficácia do ultrassom anorretal tridimensional (US‐3D) na avaliação pré‐operatória e no resultado após a cirurgia com a técnica Lift e caracterizar cicatrização e tipos de recidiva.

Método: Pacientes portadores de fístula anal transesfinctérica criptoglandular foram submetidos à avaliação clínica (escore de Continênica da Cleveland Clinic Flórida ‐ CCCF), manométrica anorretal (quantificadas as pressões anais) e ultrassonográfica (US‐3D), identificados trajeto(s) e orifício(s) fistuloso(s) e quantificada a musculatura enfincteriana envolvida pelos trajetos fistulosos. Foram submetidos a tratamento cirúrgico com a técnica LIFT e avaliados no pós‐operatório quanto a continência fecal, função esfincteriana e US‐3D no período de 3‐4 meses após a cirurgia para caracterizar cicatrização ou recidiva e comparados com os achados transoperatórios.

Resultados: Foram operados 25 pacientes de 19 a 67 anos. Desses, 16 mulheres (14 com trajeto anterior que envolvia, em média, 71% do esfíncter anal externo – EAE) e nove homens (seis com trajeto anterior que envolveu em média 60% do EAE). Tempo de seguimento entre quatro e 48 meses. O percentual de musculatura envolvida pelo trajeto fistuloso variou entre 47‐100%. De acordo com os achados do US‐3D: 20/25 (80%) apresentaram cicatrização, foi demonstrada fibrose no espaço interesfinctérico – EI e no local do orifício externo – OE; dois (24%) com cicatrização tardia, uma persistência de cavidade no EI sem trajetos e uma persistência de cavidade no OE, tratados com colocação de policresuleno até cicatrização completa. Esse grupo evoluiu sem sintomas de incontinência fecal e as pressões anais não se modificaram. Em cinco (20%) pacientes ocorreu recidiva, uma fístula interesfinctérica (submetida à fistulotomia); quatro transesfinctéricas, em duas foi feito novamente LIFT e em duas colocação de sedenho, seguido de fistulotomia.

Conclusão: O US‐3D é eficaz para classificar as fístulas e quantificar o percentual de musculatura envolvida pelo trajeto, assim como definir os resultados da técnica LIFT.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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